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A Energia dos Ambientes — Spotify do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi8 min de leitura

As pessoas deixam parte da energia que produzem nos ambientes, e a melhor defesa contra padrões densos é a qualidade do próprio padrão.

A Energia dos Ambientes
Podcast · 16 min 29 s · Ouvir no Spotify

Resumo

A energia dos ambientes vem das pessoas: parte da energia produzida permanece no local, e as trocas entre elas tendem ao equilíbrio. Na alegria, exteriorizamos energias leves; na raiva e no ciúme, energias densas pelos chacras mais baixos. Sentir-se mal em locais públicos não significa mau-olhado. Para reconhecer esses padrões, é preciso sentir o ambiente, sem julgar pela aparência ou condição financeira nem rejeitar as pessoas: a evolução ocorre na relação com o outro. A defesa depende do próprio padrão, não de redomas, pois energias densas aderem a quem opera na mesma frequência. Melhorar esse padrão exige mudar comportamentos, pensamentos e ações, fazer leituras esclarecedoras e dedicar-se a esse trabalho.

Transcrição da fonte

O tema de hoje é a energia dos ambientes. Um ouvinte relata: "Trabalho numa empresa com vários departamentos e percebo nitidamente a diferença de energia quando entro nas salas. Alguns departamentos são agradáveis e dá vontade de ficar mais tempo, mas outros parecem pesados e não consigo permanecer mais que alguns minutos. Isso é real? Os ambientes ficam impregnados com as energias?"

A diferença nos ambientes está nas pessoas. Na relação entre elas sempre há algo que muda; sem interação nada acontece, mesmo que seja um encontro casual ou rápido. Essa relação gera um movimento diferente: ao conversar com alguém, a troca de energia tende a buscar equilíbrio. Assim, se você está mal-humorado e a outra pessoa bem-humorada, ao passar tempo juntos o humor de um transita para o outro. Quem está bem-humorado fica um pouco menos bem-humorado; quem está mais mal-humorado fica menos mal-humorado. É assim que ocorrem as trocas de energia.

Essas energias geradas por cada um de nós dividem-se: parte permanece no ambiente e parte continua conosco. Quando entro numa sala e percebo que a energia está muito boa, noto primeiro a qualidade da energia exteriorizada no ambiente. Pessoas felizes, bem-humoradas e brincalhonas exteriorizam energias mais circulantes, mais leves e menos impregnadas de regras. No ambiente em que as pessoas são mal-humoradas, as energias exaladas são mais densas.

Quando falamos de mau humor, raiva ou ciúme, referimo-nos às energias lançadas no ambiente pelos chacras mais baixos, que são chacras de maior densidade e operam esse tipo de frequência energética. Quando falamos de alegria, atuamos em chacras mais altos, de pessoas que têm mais discernimento e conseguem lidar melhor com o ambiente. Ao entrar em uma determinada sala de uma empresa, você pode perceber que está pesado; com certeza, as energias ali estão travadas, porque as pessoas exalam esse tipo de energia. Provavelmente você também perceberá que as pessoas são travadas, cheias de limites; isso é uma realidade. Na outra sala em que você entrar, encontrará uma turma brincalhona, que conta piadas e faz gozações. Essas energias são mais suaves.

É importante verificar isso para determinar o tempo que você permanecerá no ambiente. Fátima comenta que ficar em um ambiente ruim não é bom. Um ouvinte pergunta: "Sempre que vou a algum lugar público, sinto forte dor de cabeça e muito sono, independentemente da hora do dia. Isso tem relação com o mau-olhado?" Muitas vezes confundimos as coisas. Quando nos aproximamos de alguém e não nos sentimos bem, costumamos dizer: "Estou com mau-olhado"; atribuímos isso à pessoa. Cada indivíduo exterioriza ou emite seu próprio padrão energético. As pessoas não são iguais, pois não reencarnamos de forma idêntica; somos diferentes. Assim, a sua história de vida e as suas reações ao ambiente não são as mesmas de outra pessoa.

Aqui na Terra temos 6 bilhões e 700 milhões de habitantes. Nenhuma pessoa tem o mesmo padrão, porque a história de cada um não foi igual. Não importa onde você nasceu no Brasil; as pessoas são mais parecidas. Não funciona assim, pois, pelos processos reencarnatórios, você nasce uma vez no Brasil, duas, três vezes, mas também pode nascer na Itália ou em outros lugares. Cada um de nós constitui sua história passeando pelo planeta inteiro.

Quem está ouvindo não deve falar mal dos outros. Às vezes, a pessoa tem a mania de discriminar: aponta para alguém e diz que esse cara é judeu, negro, homossexual ou prostituta. Você coloca rótulos nos outros, e cada um de nós já foi rotulado. Não pense que não foi assim; ao apontar o dedo para o outro, pode estar apontando para si mesmo, para a própria história, sem perceber. Por isso, é melhor enxergar as coisas de um plano mais amplo, mais consciente.

Quando você entra num lugar público, como o metrô, tem ali uma quantidade de pessoas muito grande e essas pessoas todas têm um padrão mais ou menos igual. Não pense que todo mundo é igual, não; é mais ou menos. Mas o nível das pessoas, o trabalho delas energético, pode ser um padrão denso. E aí você fica imerso nessas energias. Ao entrar no metrô, verifique como está se sentindo. Quando sair, observe como se sente. Estou dizendo isso para que você compreenda a energia, não para que pare de entrar no metrô.

Às vezes, ao falar de hospital, a pessoa acha que não deve entrar porque lá todos estão doentes. Não funciona assim: você não entra no hospital e as energias são terríveis. O hospital tem amparadores, tem tudo. Trata-se de um trabalho assistencial. No hospital, você vai lá para curar aquilo que plantou em várias vidas. Esse lugar gera energias que podem afetar você, sobretudo se for uma pessoa de padrão mais sofisticado e sutil.

Quando você sabe sobre isso, começa a notar as diferenças até na relação individual. Se há alguém a quem você se aproxima e diz: "Poxa, aproximei-me dessa pessoa, senti-me assim"; ela percebe. Você está aprendendo. Não é para rejeitar as pessoas, não é para rejeitar ninguém. Isso é um aprendizado. Este planeta é um planeta de aprendizado e devemos contribuir ao máximo que pudermos com os outros. Viemos aqui para aprender a compartilhar este espaço imenso que é a Terra. Não viemos aqui para afastar as pessoas de nossa vida; caso contrário, não seria necessário ter tanta gente. Sempre digo isso porque achamos que viveremos em uma ilha sozinhos e, assim, ficaremos em paz. Você não evolui assim. A evolução ocorre na relação com o outro.

Mau-olhado é outra coisa. Essa questão tem a ver com as energias geradas pelas pessoas. Em locais públicos, normalmente, você encontrará todo tipo de pessoa, a menos que o local seja mais refinado. Mesmo em um ambiente refinado, onde as pessoas têm mais condições financeiras, isso não significa que seja um padrão melhor. Não se engane: fui a um lugar onde todos estavam muito bem vestidos, perfumados e tudo estava certinho, mas isso não indica que o ambiente seja melhor.

A melhor forma de detectar um ambiente é sentir. Em alguns lugares, o ambiente é muito pesado, embora a aparência seja sofisticada; não se sabe quem são as pessoas. Portanto, é importante refletir sobre isso. Além disso, é fundamental aprender mais sobre energia — não informações superficiais. Não basta fazer imposição de mãos e afirmar que já estamos trabalhando com energia. Isso representa apenas 0,01% do conhecimento das energias. Precisamos saber muito mais para trilhar um caminho de felicidade, luz e compreensão deste mundo, sobretudo o entendimento de si mesmo e das pessoas ao seu redor.

Um ouvinte perguntou se é possível construir uma redoma energética ao seu redor. Enquanto trabalha, é perseguido dissimuladamente por alguns colegas da empresa, e muitos deles têm inveja dele. Quer encontrar um modo de que essas energias não o afetem. A melhor defesa que existe é o que você é. Essa é a sua defesa. Se você tem uma produção de pensamentos negativos, sentimentos que não são grande coisa, comportamentos que seguem um caminho da sombra, então você está acompanhado por espíritos que não são bons; tem energias à sua volta que não são de boa qualidade. Se você estiver numa condição péssima de energias e de acompanhantes espirituais, essas coisas vão afetá-lo.

Uma pessoa invejosa, ciumenta, raivosa ou odiosa está realmente trabalhando com energias densas. As energias densas são aquelas que nos prendem. Se você estiver em um local onde as pessoas praticam coisas intensas — muita raiva, ciúme, maledicência —, está no meio de quem exala essa energia, e isso se acumula no ambiente.

Se você entrar nesse ambiente, essa energia tem uma densidade que uma pessoa sensível pode sentir, tocando o corpo dela. Por isso dizemos que é densa: porque você sente o toque. Se você estiver numa condição assim, significa que também está produzindo esse tipo de energia; então a coisa vai colar em você. O pessoal que trabalha com as energias dos chacras mais baixos — raiva, maledicência, vingança e afins — está no chacra básico. Se você estiver nesse mesmo nível, no chacra básico, e a pessoa ficar com raiva de você ou com inveja, ela o pegará. Você está no mesmo nível que ela. Por isso, a melhor defesa é o que você é.

Imagine que você trabalha na altura do chacra cardíaco e do chacra laríngeo, lidando com uma circulação de energia muito alta, diferente e não tão densa, pois as energias densas são mais lentas. Imagine uma gosma: essa energia é densa. Agora imagine o vento, que é uma energia suave. Se você tenta pegar o vento com uma gosma, não consegue. Para fazer uma cúpula e se defender dessas energias, seria necessário criar uma cúpula com densidade equivalente à energia que estão lançando contra você; caso contrário, eles o alcançarão.

Não acredito nessa história de criar redomas energéticas. Penso que, em algum momento, alguém viu a aura de outra pessoa e ela parecia realmente uma cúpula. A aura é o resultado da exteriorização de energia dos chacras e tem forma oval. Quem a observar pode pensar que a pessoa está dentro de uma cúpula, mas não é assim. É o que você é que ajudará a afastar essas energias ruins, de baixa qualidade. Portanto, reflita sobre como mudar seu comportamento, seu pensamento e as ações em sua vida.

Se você ler livros de guerras, assassinatos, sexualidade ou promiscuidade, estará em um nível que corresponde ao chacra básico. Agora imagine ler obras esclarecedoras, como poesias, coisas boas que o levem a uma condição de conhecimento de qualidade. Assim, você terá um nível de energia melhor. Portanto, é um trabalho que você precisará fazer consigo mesmo. Se você participa de reuniões ou palestras que não são esclarecedoras, mas apenas bajulações ou lenitivos, não está buscando um trabalho de crescimento. Esse trabalho exigirá esforço da sua parte, e esse esforço vale a pena.

Questões levantadas pelo material

  • Como funcionam as trocas de energia entre as pessoas?
  • Por que alguns ambientes têm energia pesada?
  • Sentir mal-estar em lugares públicos é sinal de mau-olhado?
  • Qual é a melhor defesa contra energias negativas?
  • Uma redoma energética protege contra energias negativas?

Palavras-chave

energia dos ambientestrocas energéticasenergias densasautodefesa energética

Como citar

ESAGÜI, Moisés. A Energia dos Ambientes. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 1 jun. 2021. 1 podcast (16 min 29 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/a-energia-dos-ambientes/. Acesso em: 4 nov. 2026.

A Energia dos Ambientes — Acervo CEC