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A projeção astral e suas infinitas possibilidades — parte 2 — Spotify do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi8 min de leitura

A projeção astral passa da descoberta à assistência espiritual no trabalho de desencarne.

A projeção astral e suas infinitas possibilidades — parte 2
Podcast · 13 min 59 s · Ouvir no Spotify

Resumo

No início, a projeção astral traz deslumbramento, liberdade fora do corpo e redução do medo da morte. A prática exige esforço e amplia a percepção pelos chacras. Repetir as projeções, anotá-las e comparar experiências ajuda a verificar fatos e evitar visões distorcidas ou convenientes. Com o amadurecimento, a curiosidade dá lugar à assistência espiritual, orientada pela ética e pela dignidade, em benefício dos outros. Em 1990, Moisés começou a auxiliar uma equipe de amparadores em desencarnes conduzidos por consciências evoluídas e passou a compreender a morte como continuidade da vida. O aprendizado deve ser aplicado ao cotidiano e ajudar a superar medos, crenças e preconceitos.

Transcrição da fonte

Quando fazemos projeção astral, no início das projeções, ficamos meio deslumbrados. Imagine sair do seu corpo e sentir aquela liberdade indescritível. Você se sente muito livre, mas não consegue explicar ao outro com palavras o que aconteceu. É libertar-se do grande peso do corpo e de contextos emocionais ameaçadores; por exemplo, livra-se do medo da morte. Você já não tem mais um corpo físico destrutível. Além disso, pode ir a qualquer lugar, pois adquiriu a capacidade de não precisar de um veículo físico para se locomover. Assim, pode ir onde quiser, o que é maravilhoso.

Hoje, se você quiser ir daqui até as pirâmides do Egito, terá que fazer um percurso de algumas horas de voo. Com projeção astral, você poderá fazer isso em milionésimos de segundo, entrar nas pirâmides, observar tudo o que há dentro delas e adquirir um conhecimento arqueológico muito útil. Isso é importantíssimo, pois você começará a praticar, descobrirá coisas e, depois, poderá fazer suas anotações. Outra pessoa que pratique projeção astral poderá confirmar ou não o que você observou, ou ter uma visão diferente; porém, você seguirá um caminho de conhecimento.

Algumas projeções astrais que realizei com outras pessoas coincidiram entre si. Considero isso muito interessante, pois você acaba dizendo: isso aconteceu. Hoje, quando faço algum tipo de trabalho, não faço apenas uma projeção e digo que é desse jeito; faço várias projeções, anoto-as e verifico se não estou tendo uma visão distorcida ou conveniente, porque podemos distorcer as coisas a nosso favor.

No começo, a prática tende a permanecer lúdica e exploratória. Quando comecei a fazer projeções astrais, eu era garoto. O que eu queria era descobrir, era diversão, era lúdico, era flutuar dentro de árvores, em cima de árvores, sobre postes, sobre o telhado da minha casa, ficar flutuando na rua, vendo as pessoas passarem. Eu ficava querendo tocar as pessoas para ver se elas sentiam alguma coisa; observava amigos meus e depois relatava a eles o que eu tinha visto à noite, e eles me permitiam isso. Mas isso é interessante, porque você está aprendendo.

Teve uma situação bem interessante: eu estava numa projeção e tinha um amigo muito próximo. Vi que ele estava no carro com a namorada. Entrei no carro, pois tinha muita intimidade com ele, e fiquei na parte de trás. Ele e a namorada conversavam enquanto eu observava a estrada por onde eles andavam. No dia seguinte relatei a ele tudo o que eu havia visto. Ele disse: "Você está relatando exatamente o que aconteceu; estávamos naquela estrada, eu e minha namorada, no momento que você menciona, deveria ser certa hora." Foi algo muito bom em termos de experiência e conhecimento. Não se deve sair do corpo para ter fantasias e devaneios; é preciso sair do corpo e verificar fatos, não versões, porque trazemos muitas versões, tudo o que é conveniente.

Nosso verdadeiro trabalho é ir muito além, aprender mais e aplicar isso no dia a dia de forma positiva e feliz. Atualmente, faço assistência espiritual. Não adianta aprender espiritualidade ou projeção astral apenas para observar os outros. É preciso ter ética e um caminho de dignidade, pois isso é fundamental para que o conhecimento seja usado tanto por você quanto pelo outro.

Esse percurso de vida que temos é muito curto. Não imagine que viver setenta ou oitenta anos seja muito tempo. Na verdade, é uma fagulha na eternidade. Você verá isso. Um tempo atrás você fazia várias coisas e hoje está em outra situação. Há trinta anos eu fazia várias coisas; hoje olho para trás e percebo como tudo passou rápido. Portanto, é importante aproveitar todo o conhecimento.

Isso é uma questão de esforço. Não espere fazer projeção astral simplesmente lendo um livro ou comprando um kit de projeção astral que forneça uma projeção instantânea ao abrir o pacote; isso requer esforço. O caminho se aprende caminhando. Conheço várias pessoas que se dedicaram e conseguem fazer as projeções astrais. A vida da pessoa muda? Com toda a certeza, muda. Não tem jeito: a sua vida não ficará igual depois que você conseguir. Você poderá ter alguns tipos de visões, percepções, ir a determinados lugares, ouvir determinadas coisas, realizar precognições e retrocognições. Depois, com o tempo, você também acaba ampliando muito mais a sua capacidade de percepção através dos chacras. Isso muda a sua vida, não há como evitar.

No primeiro momento, ficamos eufóricos e deslumbrados. Depois, começamos a fazer trabalhos e a querer usar essa capacidade para realizar coisas melhores do que antes, o que se torna um desafio. No início, estamos aprendendo, como quando se aprende a andar de bicicleta. Quando já dominamos a prática, passamos a fazer coisas muito além, utilizando as energias, os chacras e a influência que podemos exercer sobre as pessoas, para que elas fiquem melhores e mais felizes.

Uma experiência que foi muito interessante na minha vida foi trabalhar com projeção astral, que me parecia um caminho um pouco solitário. Na época em que comecei, não podia falar com muitas pessoas, nem com a minha família, porque temia ser taxado de louco. Quando já conseguia falar um pouco, ainda havia poucas pessoas com quem conversar sobre o assunto. Algumas queriam ouvir, mas não entendiam direito. Foi por isso que fundei o Centro de Estudos da Consciência.

Havia poucos livros quando comecei; depois, o número aumentou. Contudo, a projeção astral oferece conhecimentos que não se encontram em livros nem nos documentários de TV. Os filmes que assistimos não apresentam a realidade desse tipo de saber. É importante saber que a dimensão astral, de onde viemos, é muito rica e contém muito mais do que se pode imaginar. Você compreenderá como se processa a morte, assunto que nos causa grande medo, e como ocorre a passagem para o outro lado.

Vim fazendo assistências espirituais até o ponto em que tive um grande desafio na minha vida, que consistia em aprender e saber se podia ajudar nos desencarnes. Precisava conseguir isso e continuava buscando e fazendo projeções astrais; sempre fui muito insistente e perseverante. Quem convive comigo sabe como sou: não desisto das coisas e vou até conseguir. Minha mãe sempre dizia: se não está terminado, é porque Moisés Esagüi ainda está trabalhando; ele não vai parar. De verdade, sempre fui assim. Acredito que quem quer realizar algo, que seja bom, deve colocar todo o coração, toda a vontade e se esforçar. Sempre conseguimos tudo o que queremos.

Em 1990 comecei a fazer o trabalho de desencarne, auxiliando uma equipe de amparadores que atuam nessa área e buscando entender como se processam os desencarnes. O aprendizado também revela como buscamos explicações alinhadas ao que desejamos ver. Queremos entender não o fato, mas as versões mais convenientes e que apaziguam nosso coração e nossos medos. Assim, muitas vezes construímos uma história. O desencarne não é algo terrível; é a continuidade da nossa vida. É importante saber como ele acontece. Passei a exercer esse trabalho e ele é muito interessante. A morte costuma ser vista como algo terrível.

Você começa a descobrir que a morte é um trabalho maravilhoso, e que as consciências que realizam esse processo são extremamente evoluídas. A morte sempre teve uma aparência muito feia, uma foice horrível. Nos filmes, ela é retratada assim: algo violento e terrível. Para nós, morrer significa a perda do corpo físico, um luto que não queremos enfrentar. Não queremos perder a vida, o carro, a família, tudo, a nossa história. Aparentemente, isso acontece.

Mas você pode criar coisas que persistam. O que resta de nós nesta Terra, quando não se tem um corpo físico, é a lembrança. Essa lembrança pode ser muito boa, construtiva, feliz, e pode continuar além de todas as pessoas que habitam este planeta. Se quiser fazer isso, terá que se esforçar um pouco. Comecei a fazer o trabalho de desencarne, e ele me proporcionou muito aprendizado. Primeiro, você entende como cada coisa acontece, como se realiza o desencarne em determinadas localidades, em diferentes tipos de pessoas e nos níveis de cada uma em relação a isso. Como você faria o desencarne de uma pessoa que aceita a morte e de outra que não aceita? Há muitas questões. Embora o processo dure apenas alguns segundos, você aprende muito sobre o assunto.

A projeção astral permite ir além do que já foi visto em espiritualidade. O trabalho contínuo ampliou meu conhecimento sobre espiritualidade, projeções astrais e morte, trazendo respostas que antes eu não tinha.

Você pode dizer que há coisas que não sei. Posso afirmar que podemos fazer tudo neste mundo. Não há nada que não possamos fazer. Contudo, ninguém sabe tudo, pois o universo é imenso e, ao mesmo tempo, pequeno. No final das contas, descobriremos que todos nós teremos que trilhar um caminho de aprendizado e experiência para, de verdade, chegar a um lugar que é o conhecimento.

É onde você vai chegar: ser melhor do que já foi. Esse percurso não é curto; é longo. Para conseguirmos isso, vamos passar por todas as coisas que criamos: cercas, muros, barreiras que nós mesmos erigimos, nossos preconceitos e crenças que inventamos para descrever um mundo que não conhecemos. Para aliviar nossos medos, criamos inúmeros mecanismos. A projeção astral vai tirar você de tudo isso.

Questões levantadas pelo material

  • Como a projeção astral passa da exploração à assistência espiritual?
  • Como a projeção astral muda a forma de entender a morte?
  • Como verificar o que se observa durante uma projeção astral?
  • É possível ajudar no desencarne pela projeção astral?

Palavras-chave

projeção astralassistência ao desencarnemorteregistro de experiênciasdiscernimento

Como citar

ESAGÜI, Moisés. A projeção astral e suas infinitas possibilidades — parte 2. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 23 jan. 2024. 1 podcast (13 min 59 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/a-projecao-astral-e-suas-infinitas-possibilidades-parte-2/. Acesso em: 8 nov. 2026.

A projeção astral e suas infinitas possibilidades — parte 2 — Acervo CEC