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A Projeção Astral e suas infinitas possibilidades — Spotify do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi7 min de leitura

A projeção astral pode ampliar percepção e aprendizado, oferecer contato com a espiritualidade e transformar comportamento e sentido de vida.

A Projeção Astral e suas infinitas possibilidades
Podcast · 16 min 49 s · Ouvir no Spotify

Resumo

A projeção astral ampliou a percepção de Moisés e permitiria conhecer diretamente a espiritualidade, os chacras, a aura e a reencarnação, explorar o universo e rever pendências com falecidos. Seu pai só mudou de comportamento após ouvir diretamente da esposa falecida que suas evocações a prejudicavam. A prática exige esforço e ajuda a questionar a espiritualidade de forma sadia, e as experiências podem ser registradas para investigação. Aliada à mudança de comportamento, pode dar novo sentido à vida diante de doenças, que passam por processos emocionais disfuncionais. Aproveitar a vida é trabalhar consigo mesmo para melhorar diariamente.

Transcrição da fonte

Se você me perguntar hoje o que, de verdade, a projeção astral fez na minha vida, posso dizer que ela mudou totalmente a minha visão do mundo, mudou a minha percepção de tudo o que existe à minha volta. Eu, com certeza, não seria quem sou hoje nem teria o conhecimento que tenho se não fosse a projeção astral. Hoje, um pouco mais de conhecimento, espaço e percepção, o aumento da clarividência e a possibilidade de contato com o mundo multidimensional e com a dimensão energética mais sutil são muito importantes para nós.

Você começará a perceber que nosso percurso de vida não pode ser descartado; devemos aproveitá-lo ao máximo. Por meio dele, desse conhecimento que não é terceirizado, você poderá utilizá-lo todos os dias. É um conhecimento inestimável. Assim, a projeção astral, do meu ponto de vista, constitui um caminho de grande sabedoria e de contato direto com a espiritualidade, o que considero muito importante. As experiências de projeção astral que tive ao longo da vida sempre me enriqueceram, pois me deram acesso a elementos que eu não perceberia sem esse trânsito lúcido da consciência para o corpo astral.

A espiritualidade não é simplesmente um livro que alguém escreve e afirma: "Olha, a espiritualidade é isso". Nada na vida funciona dessa forma; tudo deve ser questionado de maneira sadia, e não podemos fazer contraposições férreas e obsessivas, pois isso não tem sentido nem é saudável. Queremos perguntar e questionar, sem cargas emocionais, sem confrontos, sem conflitos e sem pensamentos fechados. Acredito que conseguimos isso ao realizar projeções astrais, que vão se manifestando em nossa vida, permitindo-nos aprender cada vez mais sobre a espiritualidade.

Eu estava relatando ontem que meu pai, já com cerca de setenta anos, após a morte da minha mãe, decidiu praticar projeção astral. Ele praticava ioga há muito tempo, para relaxar e desestressar, e sempre foi muito metódico nas coisas que fazia. Quando minha mãe faleceu, ele entrou em negação diante da perda. Não aceitava que a esposa, com quem vivera tantos anos, havia partido e que agora estava só.

Ele encheu a casa e o carro de fotos da minha mãe, e, onde você andasse na casa dele, encontraria de frente uma foto da minha mãe, que fora sua esposa. Um dia, numa projeção astral, vi minha mãe, que me disse: "Filho, fale ao seu pai para que não fique me chamando. Ele tem me chamado todos os dias. Mesmo quando faz orações, as orações dele não são uma doação, mas uma carência muito forte, o que não me faz bem. Peça a ele que tome outro rumo nesta vida."

Falei que conversaria com meu pai e relatei o ocorrido. Expliquei que, na minha compreensão, aquelas evocações poderiam prejudicar minha mãe, que se sentiria puxada pelos chamados e pedidos. Ele não aceitou bem, pois é difícil mudar apenas com base no relato de outra pessoa. Continuou com as mesmas fotos, orações, evocações e declarações de amor, afirmando que ela fora a única mulher de sua vida. Isso expressava seu afeto, mas ele não sabia quais efeitos as evocações poderiam ter no mundo espiritual.

O corpo físico funcionaria como uma barreira contra energias mais sutis. Sem ele, um chamado ou uma invocação poderia ser percebido com grande intensidade. Sensações de pressão na cabeça e na nuca, tensão nos ombros ou ameaça de dor de cabeça são associadas a essa evocação. A prática espiritual e a projeção astral poderiam ajudar a identificar uma evocação.

Ele continuou fazendo isso até que, certa noite, viveu uma experiência durante o sono e depois a relatou. Eu já vinha ensinando projeção astral a ele, o que era engraçado: sentava-me numa cadeira como se desse aula para uma turma de um único aluno e orientava o que deveria fazer.

Uma noite, ele foi dormir e, de repente, sentou-se à beira da cama; minha mãe estava diante dele, com grande nitidez. Ela lhe disse: "Olha, não me chame mais. Você é uma pessoa que eu amo muito; fomos muito felizes, mas seria bom que você ficasse com aquela minha amiga." Aliás, ela já havia falado isso para mim quando ainda estava viva, no dia da morte; eu conversei com ela em projeção astral e ela voltou a dizer a ele que deveria ficar com uma amiga que gostava muito dele. Falou claramente: "Por favor, não faça mais isso, pois você acaba me prejudicando. Fico com muita dificuldade aqui onde estou."

Ele me relatou que, de madrugada, ligou e disse: "Olha, aconteceu isso." Expliquei novamente o que já havia lhe falado sobre a situação. Ela lhe dissera diretamente: "Olha, não me evoca." Para mim, a projeção astral permitiria uma relação clara e lúcida com o mundo espiritual. Em uma projeção lúcida, seria possível conversar sem distância com um parente falecido e tentar elaborar questões importantes. Muitas relações deixam assuntos pendentes de ambos os lados.

Pequenas desavenças, mágoas, ressentimentos, palavras não ditas ou ditas com arrependimento poderiam ser revisitadas, pois, nessa compreensão, a consciência continuaria após a morte. A projeção astral permitiria rever essas questões. O caso de meu pai foi marcante porque a experiência o convenceu de forma que meu relato anterior não havia conseguido. Para ele, o contato direto tornou a vivência convincente; quando teve sua própria experiência, seu comportamento mudou.

A projeção astral permitiria aprender sobre a dimensão espiritual, os chacras, a aura e a reencarnação, além de percorrer o planeta e outros lugares. Por essas possibilidades, é considerada uma tecnologia sofisticada. Uma viagem física até a Lua custa milhões de dólares; pela projeção astral, seria possível chegar lá em um segundo ou menos, observar lugares e conhecer o universo.

Eu penso que isso exige esforço e pode valer a pena. Relatos e perguntas sobre extraterrestres, a relatividade de Einstein e outras questões sem resposta são vistos como temas que poderiam ser investigados por projeções astrais. As experiências podem ser anotadas e, nessa hipótese, alcançariam aspectos além da ciência física.

O caso do meu pai reforçou essa compreensão para mim: ele tinha setenta e poucos anos, esforçou-se, praticou todos os dias e relatou várias experiências de projeção astral. Isso é fantástico para mim. Vou contar uma situação que aconteceu há algum tempo, relatada por uma pessoa. Ela tinha um problema de saúde e precisou fazer uma cirurgia. Não entrarei em todos os detalhes, mas apresentarei de forma geral: ao ser submetida à cirurgia, recebeu anestesia e os demais procedimentos.

Ela relatou ter visto todo o procedimento pelos olhos da médica, como se realizasse a cirurgia em si mesma, com elevada lucidez e percepção do que ocorria. Relatou ter ficado bem.

Sempre que falo sobre essas experiências, lembro-me de Freud. Ele foi um grande psicanalista e, na verdade, a pessoa que iniciou todo o processo e desenvolveu a psicanálise. Estudou muito, num momento em que o mundo atravessava uma condição muito difícil. Precisava, muitas vezes, contar, de uma forma ou de outra, o que estava descobrindo. Embora não estivesse, de verdade, fazendo propaganda de si mesmo — esse é meu ponto de vista —, precisava relatar as descobertas para que outros pudessem continuar. Escrevia muito bem; Freud era genial para escrever.

Devemos lembrar que, naquela época, não existiam computadores, iPads ou semelhantes; a escrita era feita à mão, com caneta ou máquinas de escrever. A maioria das pessoas utilizava canetas de bico de pena, que precisavam ser molhadas no tinteiro. Ele escreveu e relatou. O relato sobre a projeção astral associada à cirurgia é uma situação muito importante para mim.

Acho que, diante de qualquer doença — inclusive problemas visuais que muitas vezes não têm solução —, a busca, a mudança de comportamento e o trabalho de projeção astral podem melhorar a vida e dar novo sentido. Para mim, todas as doenças passam pelos processos emocionais disfuncionais, pelas raivas e pelas mágoas.

Cada um de nós sabe que nosso percurso tem começo, meio e fim. Nós, seres humanos, nascemos e já caminhamos para o fim, embora não tenhamos plena consciência disso. A consciência que temos é sempre limitada. Você pode fazer, viver, usar, comprar e ganhar muito dinheiro, mas não está realmente aproveitando a vida. Aproveitar a vida, do meu ponto de vista, é fazer um trabalho consigo mesmo que o torne melhor a cada dia. Essa é uma grande ideia.

Questões levantadas pelo material

  • O que a projeção astral pode ensinar sobre a espiritualidade?
  • Como chamar por pessoas falecidas pode afetá-las?
  • A projeção astral pode ajudar a resolver pendências com parentes falecidos?
  • A projeção astral permite explorar o universo?

Palavras-chave

projeção astralparentes falecidosevocação

Como citar

ESAGÜI, Moisés. A Projeção Astral e suas infinitas possibilidades. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 17 jan. 2024. 1 podcast (16 min 49 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/a-projecao-astral-e-suas-infinitas-possibilidades/. Acesso em: 8 nov. 2026.