Resumo
Captamos energia imanente da natureza e consciencial de outras pessoas, mas a qualidade do que exteriorizamos depende de como a processamos no aparelho holochacral. A atividade varia entre os chacras, e o mais ativo define a energia dominante. Da parte inferior do cardíaco para baixo, predominam reações emocionais automáticas e instabilidade; na parte superior ou acima, há maior percepção e estabilidade. Entender esse funcionamento exige observar se os pensamentos estão submetidos a respostas emocionais. Ambiente e grupos de convivência influenciam nossas energias, mas até energia sutil pode ser mal processada. A produção começa na relação conosco e continua nas relações com os outros.
Transcrição da fonte
O processo de produção de energia em nós é bastante simples. Captamos energia de duas fontes: a energia imanente, que é a energia pura da natureza, e a energia consciencial, gerada por outras pessoas. Essas duas fontes simplificam nosso entendimento sobre nossas próprias produções energéticas. Quando produzimos energia emocional, vivemos dentro desse espaço emocional, com poucos recursos para enxergar tudo o que somos e fazemos. Essa é uma área de sombra na qual vive a maioria da população da Terra.
Ao trabalharmos no nível dos chacras superiores, temos percepção muito maior do ambiente e não necessitamos das regras e leis de que o ser humano emocional precisa, pois utilizamos algo que, por falta de palavra melhor, seria o sentimento ou o bom senso. Energias inferiores são mais densas, e energias superiores, mais sutis.
Nossa produção resulta da média de tudo o que realizamos dentro do aparelho holochacral. Forma-se um bolo de energia em nós devido à variação dos níveis de consciência. Em um momento estamos no chacra básico, em outro no esplênico ou umbilical; talvez subamos até o cardíaco ou um pouco acima e depois desçamos. A produção não é linear: subimos e descemos realmente entre chacras baixos e altos, numa labilidade energética e emocional.
Produzimos essas energias o tempo todo, mas não podemos usar os rótulos que criamos sem entendê-las claramente. Quando queremos falar de amor, não estamos falando de amor; quando falamos de raiva, também não sabemos o que é raiva. Quando a pessoa fala de raiva, ela é raiva. Quando fala de amor, tem de ser amor. Precisamos aprender isso, mas não aprendemos porque vivemos na área de sombra do emocional. Captamos e processamos energia num contexto que pode incluir afeto, raiva, misericórdia, perdão e carinho, embora ninguém saiba direito o que essas palavras são nem consiga localizá-las na atividade energética. Por isso desenvolvi uma metodologia de estudo para entendermos como funcionamos, enxergarmo-nos com mais clareza e tornar a vida mais organizada e feliz.
As energias disfuncionais e alteradas pertencem ao composto emocional, da parte mais baixa do chacra cardíaco para baixo, e flutuam muito. São reações automáticas ao ambiente: não paramos para pensar, apenas reagimos sem saber direito o que fazemos. Se a consciência estiver na parte superior do chacra cardíaco ou acima, haverá estabilidade e produção de energias melhores. A maior atividade num determinado chacra determina a energia dominante e o nível de consciência. Precisamos detectar se os pensamentos estão submetidos a respostas emocionais. Se a maioria das respostas for emocional, sabemos que somos chacras emocionais; depois podemos descobrir qual chacra reage e como isso aparece no comportamento.
Nossa produção diária ocorre sozinhos e em grupo, sobretudo com o grupo de convivência, no trabalho, na vida social, familiar e afetiva. A teoria dos grupos mostra que alguma atividade liga as pessoas. No trabalho, uma atividade nos liga ao grupo; na família, podemos nos relacionar melhor com uma pequena parte ou uma pessoa por termos pontos de contato. Esses pontos também aparecem nos demais grupos. São as energias que trabalhamos, usufruímos e exteriorizamos.
O trabalho energético envolve captação, processamento com aquilo que somos e exteriorização. É preciso perguntar onde ocorre a maior parte do processamento: na parte emocional ou na superior. A maior atividade num chacra realiza ali nossas energias e define a energia dominante. A análise não termina, pois carece de cada vez mais respostas.
O local onde moramos fornece energia mais sutil, como a energia imanente, ou mais densa. No campo, recebemos energia mais sutil, processamos e exteriorizamos, mas é preciso saber quem somos como consciência: podemos receber energia muito sutil e transformá-la numa tranqueira. Somos processadores de energia. Numa grande cidade, a energia consciencial é superconcentrada; recebemos e processamos essa energia, e o processamento em níveis mais baixos afeta o que exteriorizamos. O ser humano precisa aprender sobre energia, vida e relacionamento, pois nossas energias são produzidas primeiro no relacionamento conosco e depois no relacionamento com as pessoas que nos cercam.
Questões levantadas pelo material
- De onde vêm as energias que captamos?
- Como a energia emocional limita a percepção de nós mesmos?
- Como os chacras influenciam a energia que produzimos?
- Como o ambiente influencia a energia que captamos?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. Energias. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 20 dez. 2020. 1 vídeo (12 min 34 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/energias/. Acesso em: 2 nov. 2026.





