Resumo
O feto se desenvolve no duplo etérico, que o liga ao espírito enquanto este permanece ao lado da mãe. Até o terceiro ou quarto mês, o aborto pode ocorrer por decisão materna ou desistência do espírito diante da agressividade familiar. A consciência traz emoções de vidas anteriores e costuma nascer numa família com egrégora semelhante à sua. Amparadores espirituais orientam a escolha do nascimento e a programação existencial, respeitando o livre-arbítrio. O trauma do nascimento faz esquecer o combinado. Para seguir esse roteiro, é preciso sentir o melhor caminho, sem se deixar desviar pelas emoções e pelos entorpecimentos.
Transcrição da fonte
Acreditamos que evoluímos através do relacionamento. O foco desta exploração é o nascimento, desde a gravidez. Quando uma mulher engravida, ocorre a formação de um invólucro de duplo etérico, onde o feto se desenvolverá. O duplo etérico é uma camada energética que carregamos durante toda a vida. Talvez você já tenha visto, ao olhar para uma pessoa, uma luminosidade em volta do corpo, de cerca de um ou dois centímetros. Essa luminosidade varia de pessoa para pessoa e conforme o nível de vitalização em que a pessoa se encontra. O duplo etérico possui as características do corpo físico. Na verdade, é dentro dele que o nosso corpo físico se desenvolve. Nos primeiros dias de desenvolvimento do feto no útero da mãe, a multiplicação celular vai acontecendo, e o duplo etérico acompanha esse crescimento. Durante a gravidez, o espírito não está imediatamente dentro do feto. Aprendemos em algumas religiões, instituições e seitas que, quando a mulher engravida, o espírito já está ali para nascer. Mas não funciona assim pela experiência que eu tenho tido durante toda a minha vida, principalmente porque trabalho com desencarne há muitos e muitos anos. Ele permanece ao lado da mãe enquanto o duplo etérico se desenvolve. Quando o cordão umbilical se forma, o duplo etérico também cria um vínculo com o psicossoma, ou espírito. Assim, a consciência espiritual que será seu filho ou filha está ao seu lado. Isso explica por que as crianças muitas vezes se ressentem, ao nascer, das reações do pai e da mãe.
Por exemplo, uma mãe agressiva ou um pai agressivo pode criar dificuldades na própria criança, que pode desistir de nascer até o terceiro mês, resultando em aborto espontâneo. Não é para você se assustar com isso e dizer: "Nossa, eu perdi meu filho." Provavelmente, ele também não resistiu ao que está acontecendo na casa. Por exemplo, em uma casa onde os pais brigam muito e há muita agressividade, violência e mau humor, aquela consciência, que está em um corpo muito mais sutil, se ressente muito disso. Ela diz: "Não posso nascer, eu não vou aguentar."
De verdade, a gente sempre nasce no meio daquilo que a gente é. Você não é superevoluído e nasce num local que é pouco evoluído. Isso só acontece com consciências muito avançadas, que vêm com uma missão e vão exatamente ao local onde todos vão precisar delas. Mas o corriqueiro, a rotina dos nascimentos é essa. A consciência vem e aí ela fica numa família, cuja egrégora é muito parecida com a dela. A mãe não precisa se preocupar porque aconteceu um aborto. Talvez esse seja o momento certo para rever como está agindo.
Nós criamos, direta ou indiretamente, situações que causam todas as coisas que estão à nossa volta. Por exemplo, nós causamos as nossas próprias doenças, de forma direta ou indireta. Mas você imagina que a sua relação com o seu esposo ou com a sua esposa é muito disfuncional. Como é que isso fica no mundo espiritual? Quem são as consciências que acompanham alguém quando essas situações que são conflitantes acontecem? Aquilo fica realmente muito ruim. A exteriorização das energias é muito violenta. A energia de agressividade contamina o ambiente e faz mal para todo mundo. Só a gente é que não quer ver.
A ideia de que "brigamos, mas nos amamos" é ilusória. Amar é viver em paz e linearidade energética, sem disputas.
Isso é um ponto de vista meu, e sei que causa muita polêmica quando a mãe diz: "Puxa, mas eu não gostaria de ter esse filho porque não tenho condições de criá-lo." A ideia geral é que, quando a gente faz isso, está matando uma vida, uma criança. Só que, até o terceiro mês, a criança ainda não está no corpo físico. Ela não está dentro do feto, ela está fora. Às vezes, até o quarto mês, ela não está dentro do corpo. Então ela está, ao lado da mãe, ligada àquele feto que um dia vai carregá-la. O nosso espírito carrega o nosso corpo e faz o caminho da vida física. Porém, esse é o momento de transição, ou seja, até o terceiro ou quarto mês, você tem a possibilidade de um aborto, tanto por decisão da mãe quanto por decisão do espírito.
Após o terceiro ou quarto mês, o aborto se torna muito mais difícil, e a criança já aceitou nascer. Todos nascemos com centenas de anos espirituais, carregando a carga emocional de vidas anteriores. Isso explica por que algumas crianças são mais dóceis e outras muito mais agressivas, atrevidas, invasivas, influenciadas também pelo contexto familiar. O percurso do nascimento envolve mais do que apenas o processo físico. Contextos emocionais significam o seguinte: que você ainda vivencia raivas, ranços, que você ainda tem ares de vingança, que você tem mágoas. Essas coisas que nós carregamos, isso a gente acha que é normal. Mas eu digo que não é normal, não. Eu digo que isso é comum. Normal é você ser bom, normal é você ser equilibrado. Eu acredito, talvez eu me engane, que ser normal é tender para o equilíbrio.
Não acredito que algo seja perfeito, mas que tende ao equilíbrio. Se você ainda está em condições emocionais, há consciências amparadoras que atuam como supervisores ou coordenadores de nascimento e morte. Esses amparadores espirituais oferecem a escolha de um grupo e também orientam seu percurso de vida, pois, como uma consciência emocional, você não tem condições de seguir sozinho.
Você fala: "Puxa, então quando eu vou nascer, vem alguém e fala comigo?" Sim, essas consciências se aproximam e te apresentam as situações de nascimento. Pelo livre-arbítrio, você escolhe seu caminho. Elas também conversam sobre o melhor caminho para seu crescimento e evolução. Isso é importante para nós: você não vem para cá e simplesmente não vai crescer. O nascimento e a morte são momentos traumatizantes. No nascimento, o trauma faz você esquecer tudo que foi combinado. Isso é a coisa mais comum de acontecer, pois estamos envolvidos em muitas emoções e cargas emocionais. Na morte, você perde tudo, inclusive a si mesmo, o que também é traumatizante. Você perde seu corpo, que é você, e esquece muitas coisas. Esses são momentos importantes.
Você nasce com um roteiro de vida, proporcionado pelos amparadores de programação existencial. É fundamental entender que, para seguir o caminho discutido com eles, é preciso sentir. Devemos tentar sentir qual é o melhor caminho, pois facilmente nos desviamos pelas emoções e entorpecimentos. É comum saber o que é certo, mas fazer o errado na esperança de que funcione.
Você se envolve com pessoas que não ajudam muito. Nosso percurso é maravilhoso. Temos a orientação de amparadores espirituais, consciências bastante avançadas que sabem exatamente o que você deve fazer para crescer, pelo menos um pouco, dentro do que você é. Cada um pode crescer mais ou menos, dependendo da competência interna. Esse é um caminho orientado. Quando a gente começar a falar de vidas anteriores e tudo mais, você vai ver como tudo tem muita lógica e é muito bom a gente saber sobre isso.
Questões levantadas pelo material
- Qual é o papel do duplo etérico na formação do feto?
- Em que momento da gravidez o espírito entra no feto?
- Como o ambiente familiar influencia o espírito antes do nascimento?
- Como as vidas anteriores influenciam o temperamento da criança?
- Como os amparadores espirituais ajudam a planejar uma reencarnação?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. Minicurso Aprenda sobre Reencarnação - Dia 2, O Nascimento. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 3 jun. 2013. 1 vídeo (14 min 22 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/minicurso-aprenda-sobre-reencarnacao-dia-2-o-nascimento/. Acesso em: 6 nov. 2026.





