Resumo
O amadurecimento dos chacras acompanha a vida física, dos instintivos aos superiores, mas não é automático: uma infância saudável o favorece, enquanto questões não resolvidas levam a comportamentos infantis. A maturidade espiritual se expressa em serenidade, acolhimento e respeito. Conhecimento, atividades variadas e relações interpessoais sustentam o crescimento interior mesmo com o declínio do corpo. A morte não transforma magicamente a consciência. Somos herdeiros de nós mesmos e responsáveis pelas escolhas nas reencarnações. A ausência física traz sofrimento, e valorizar a convivência é essencial. Também precisamos agradecer pelo que temos ou não temos, sem deixar que circunstâncias externas mudem nosso estado interior.
Transcrição da fonte
Vamos explorar o percurso da vida física. Após o nascimento, a criança tem todos os chacras abertos, estando mais receptiva ao aprendizado, pois os fatores emocionais e medos ainda não estão plenamente desenvolvidos — exceto por resquícios de vidas passadas.
Até os 5, 6, 7 anos, a criança opera principalmente no chacra básico, com atividades fisiológicas e desejos simples, sem as complexidades analíticas dos adultos. Esse período é crucial para o aprendizado e também para a formação de marcas emocionais, como medos, que são registrados nos chacras emocionais. Freud já apontava que as marcas da infância têm impacto duradouro. O chacra básico, por sua alta aceleração, responde rapidamente ao ambiente, gerando energia densa e exigindo reposição constante — o que explica o maior consumo energético das crianças em comparação aos adultos. Além do chacra básico, as crianças também utilizam os chacras esplênico e umbilical, todos instintivos.
Dividindo a vida em setênios — dos 0 aos 7 anos, dos 7 aos 14, e dos 14 aos 21 —, espera-se que o amadurecimento dos chacras ocorra naturalmente, sem traumas ou problemas. Uma relação familiar saudável, sem agressividade ou imposições, facilita esse desenvolvimento. Aos 21 anos, idealmente, a pessoa estaria resolvida nesses três chacras. No entanto, a maioria de nós não consegue, resultando em comportamentos regressivos, como risadas infantilizadas ou comportamentos de bebê, devido a questões não resolvidas.
Até os sete anos, a criança deve viver plenamente sua infância, aprendendo de forma lúdica e brincando. A fase da adolescência, marcada pela pulsão dos chacras básico e esplênico, traz um desejo sexual intenso. A falta de compreensão sobre sexualidade pode levar a desorganizações, mas uma boa orientação ajuda a canalizar essas energias de forma produtiva.
Até os 14 anos, esse percurso deveria estar voltado muito mais para o eu do que para as coisas externas. Depois vem a terceira fase, com o desenvolvimento do chacra umbilical, onde o ego se manifesta fortemente. A delimitação do espaço pessoal começa pelo nome, e o ego se fortalece ao longo da vida. É importante aprender a desapegar do ego para amadurecer fisicamente e aproveitar plenamente a vida. Cada fase deve ser vivida da melhor forma possível, mesmo que não se atinja 100% de aproveitamento.
Após os 21 anos, o desenvolvimento continua pelos chacras cardíaco, laríngeo, frontal, até o coronário, que idealmente seria alcançado por volta dos 51 ou 52 anos, embora possa ser alcançado até os 60. Essa maturidade é evidenciada pela serenidade e aceitação dos outros, ao contrário de comportamentos exaltados e agressivos, que indicam uma consciência ainda em transição do chacra umbilical para o cardíaco. A verdadeira maturidade espiritual se reflete na consciência ativa nos chacras superiores, mesmo que todos os chacras sejam utilizados.
Uma consciência bastante avançada respeita a todos e está sempre disposta a acolher o outro, mesmo quando este apresenta dificuldades. Ela enxerga além das limitações e busca ajudar, em vez de desqualificar. O confronto, por outro lado, é uma atitude infantil, ligada aos primeiros chacras: básico, esplênico e umbilical. Esses chacras promovem a delimitação de espaço e o confronto constante, o que é uma grande bobagem, pois a vida oferece inúmeras oportunidades de criação e atividades saudáveis, tanto físicas quanto mentais, que muitas vezes são negligenciadas em favor de conveniências pessoais.
Nosso percurso de vida deve ser enriquecido com conhecimento e comportamento. Conhecer alguém especial, dialogar com sinceridade e avaliar compatibilidades são passos importantes. Entretanto, muitas vezes nossas carências nos desviam do crescimento e da evolução. A educação desorganizada reflete-se na forma como tratamos nossos filhos, muitas vezes com culpa, em vez de carinho genuíno. A vida física segue uma trajetória semelhante a uma parábola: ascensão, equilíbrio e declínio natural devido ao desgaste do corpo físico, que é vulnerável e sequencial.
É essencial continuar crescendo internamente, especialmente ao atingir 50 ou 60 anos. Mesmo com saúde física, o crescimento em consciência e percepção é vital para uma vida rica e feliz. Algumas pessoas alcançam esse estado, mas são poucas. O conhecimento, aliado a atitudes corretas, é fundamental para amadurecer nas relações e superar agressividade e passividade. Resolver dificuldades não deve ser apenas um esforço do ego; pode envolver também ajuda profissional. Se há uma doença, é necessário procurar um médico para evitar pioras.
Aproveitar cada instante para acrescentar algo à vida e organizar-se é crucial. Devemos lidar com desejos instintivos e construir uma vida racional e organizada. A qualidade da alimentação, tanto física quanto mental, é importante. Pessoalmente, não consumo carne, pois a considero uma energia densa. Prefiro vegetais, que oferecem vantagens espirituais e energéticas, por serem energia imanente, livre de medo e reações instintivas dos animais.
Ao final da vida, o conhecimento adquirido permite continuar a jornada, pois a perda do corpo físico não encerra a história. Encontramos o que realmente somos; não há transformação mágica após a morte. Somos herdeiros de nós mesmos — uma ideia que defendo desde meu primeiro livro. Isso se aplica não apenas a esta vida, mas a várias reencarnações. Somos responsáveis por nosso percurso e não devemos culpar outros por nossas escolhas.
Ao longo da vida, chegamos ao último dia, à última hora, ao último instante. É importante que essa transição seja tranquila, passando de um estado de consciência para outro. O corpo físico é como uma roupa velha que deixamos para trás. Apesar de sabermos disso, o falecimento traz sofrimento pela ausência física, a falta de diálogo, abraços e risadas. A convivência, mesmo que silenciosa, é valiosa. Quando a pessoa não está mais presente, sentimos sua falta.
Nossa vida física é significativa, pois o corpo nos permite contato com consciências de diversos níveis. Isso nos ensina a sair de padrões repetitivos e a abrir a mente. É essencial respeitar as crenças dos outros, mesmo que sejam diferentes das nossas. Não sabemos nosso verdadeiro nível espiritual, e é importante lembrar que somos parte de um todo maior. Devemos nos esforçar para sermos uma boa parte desse todo.
Durante a vida, aprendemos sobre espiritualidade e outras atividades. A vida física deve incluir diversos aprendizados para abrir espaços e frequências nos chacras. Estudar uma língua, música, pintura, ou qualquer atividade física, e melhorar relações interpessoais são fundamentais. Evitar julgamentos e buscar conhecimento nos leva à libertação. Nos últimos momentos de vida, é importante ter consciência do que realizamos, mesmo que não tenhamos feito tudo. Agradecer pelo que temos e pelo que não temos é essencial. O "sim" e o "não" devem ter o mesmo valor, refletindo nosso estado interior. As circunstâncias externas não devem nos mudar.
Questões levantadas pelo material
- Como os chacras se desenvolvem em cada fase da vida?
- Como o desenvolvimento dos chacras se reflete no comportamento?
- A consciência evolui automaticamente após a morte?
- Como conviver com consciências diferentes ajuda a evoluir?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. Minicurso Aprenda sobre reencarnação - Dia 4, O Percurso da Vida Física. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 3 jun. 2013. 1 vídeo (23 min 52 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/minicurso-aprenda-sobre-reencarnacao-dia-4-o-percurso-da-vida-fisica/. Acesso em: 8 nov. 2026.





