Resumo
A morte não elimina o sofrimento nem muda automaticamente a pessoa: a felicidade depende de eliminar conflitos internos. Amparadores podem ajudar na passagem, mas a lucidez e a compreensão da espiritualidade permitem seguir adiante sem repetir hábitos da vida física. O luto afeta quem fica e quem parte, e o apego pode dificultar essa continuidade. Na dimensão espiritual, a consciência utiliza outro veículo e pode continuar trabalhando para crescer. A reencarnação não é obrigatória: a decisão depende da consciência, e apegos, medos ou desejos motivam novos nascimentos em egrégoras compatíveis com o nível energético.
Transcrição da fonte
Este é o quinto dia do curso "Aprenda sobre Reencarnação". Nos dias anteriores, abordamos a apresentação (no primeiro dia), o nascimento (no segundo e no terceiro) e o percurso da vida física (no quarto). Hoje, discutiremos o momento da morte e a vida na dimensão extrafísica. Vou apresentar duas situações: uma pessoa feliz e bem resolvida, que conhece a espiritualidade, e outra infeliz, com problemas e desconhecimento espiritual.
Suponha que você seja infeliz, com depressão, síndrome do pânico e dificuldades de relacionamento. Ao fazer a passagem para o outro lado, seja por doença ou morte natural já em idade avançada, os amparadores podem injetar energia em você, melhorando seu estado. Isso facilita o trabalho deles ao recebê-lo, permitindo que parentes e amigos espirituais o orientem. No entanto, a perda do corpo físico não elimina o sofrimento; você continua como era. Ser feliz é uma conquista interna — não confunda com euforia. Felicidade é estabilidade, entendimento e maturidade.
Entender a espiritualidade é crucial. Sem isso, a morte pode ser como entrar em um quarto escuro. No momento da morte, consciências retiram você do corpo físico através da aceleração do chacra cardíaco. Essa é minha visão, baseada em mais de cinquenta anos de experiências de projeção astral. Ninguém detém a verdade absoluta, mas compartilho o que aprendo.
Após a retirada do corpo, você segue com consciências afins, que podem ser parentes ou amigos espirituais. A lucidez ao sair do corpo varia; é importante trabalhar para alcançar um bom nível de lucidez, percebendo que a vida continua. A morte assusta, mesmo para espiritualistas. É uma perda: do corpo, das pessoas, dos bens. Tanto quem fica quanto quem parte experimenta o luto. O apego terrestre pode ser prejudicial; é preciso consciência para seguir adiante.
Se você estiver em uma condição desfavorável, pode repetir padrões anteriores, como permanecer em casa ou assistir ao próprio enterro. Já presenciei velórios onde o falecido estava presente, em cima do corpo ou sentado, sem entender a situação. Num caso de suicídio, a pessoa parecia envolvida por uma energia muito densa; quem se suicida já não estava bem antes e continua como era. O suicídio não resolve problemas; o caminho deve ser trilhado com bom senso.
Se você se encontra em um ciclo de repetição, vivendo como se ainda estivesse no corpo físico, buscando refeições e tentando interagir com as pessoas, é sinal de que ainda não compreendeu plenamente a espiritualidade. A espiritualidade deve nos libertar, permitindo que continuemos nosso trabalho mesmo após deixarmos o corpo físico. Trabalhar é essencial para nosso crescimento, e o trabalho é um verbo que implica continuidade. Precisamos seguir um caminho que realmente valha a pena, evitando estagnar em processos emocionais e dificuldades.
Na dimensão espiritual, podemos continuar com felicidade, enxergando e realizando tudo, utilizando um novo veículo para nossa consciência transitar. É fundamental estarmos bem, sem a nebulosidade que muitas vezes nos acompanha na vida física. O caminho que sigo é de pesquisa e busca, sempre aberto a novas descobertas. Acredito que a verdadeira felicidade vem de eliminar conflitos internos e cargas emocionais, permitindo-nos relacionar com os outros sem julgamentos. Isso, para mim, é amor — e é um grande desafio para todos.
No momento da morte, podemos transitar entre dimensões, observando coisas novas e decidindo se reencarnaremos ou não, dependendo de nossa consciência. A reencarnação não é obrigatória; ocorre por apegos, medos ou desejos. Nascemos em egrégoras compatíveis com nosso nível energético, não em famílias super evoluídas. O percurso espiritual é repleto de variáveis, com cidades, casas e pessoas que reconhecemos, mas não conhecemos fisicamente. Tanto o mundo físico quanto o espiritual são maravilhosos, e aprender sobre eles é valioso.
Questões levantadas pelo material
- Como o estado emocional influencia a vida após a morte?
- Por que algumas pessoas não percebem que morreram?
- A reencarnação é obrigatória?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. Minicurso Aprenda sobre reencarnação - Dia 5, O Momento da Morte. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 3 jun. 2013. 1 vídeo (17 min 25 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/minicurso-aprenda-sobre-reencarnacao-dia-5-o-momento-da-morte/. Acesso em: 8 nov. 2026.





