Resumo
A morte muda o veículo de manifestação da consciência, mas não elimina crenças, limites, preocupações ou vícios. No plano astral, o ambiente reflete o universo interior e a interação se restringe a consciências semelhantes, enquanto o corpo físico permite contato com consciências de diferentes níveis espirituais. Estar bem após o desencarne exige, portanto, esforço para crescer ainda em vida. A reencarnação faz parte desse ciclo de aprendizado e evolução, mas não é obrigatória.
Transcrição da fonte
Embora a morte seja uma passagem para nossa continuidade no plano astral, para a maioria das pessoas representa uma grande perda e quebra de referenciais. O que é necessário para alcançar um desencarne sem sofrimento? Como nossas regras e crenças influenciam esse processo?
O luto é um processo que pode ser normal ou patológico. A cremação apresenta vantagens, e o estado de coma pode funcionar como uma nova programação existencial da consciência. Nossa consciência do ambiente é razoável, mas não percebemos nossos limites, que geralmente estão dentro de nós. Passamos a vida inteira sem notar que poderíamos ter descartado esses limites. Quando chega a hora de entregar o corpo, a situação se complica, pois tudo o que aprendemos está conosco. Não podemos pensar que, ao passar para o outro lado, estaremos livres de preocupações.
Ao entregar o corpo físico, perdemos o contato com muitas pessoas. O corpo físico nos permite interagir com consciências de vários níveis espirituais. Sem ele, somos uma consciência ocupando um veículo energético mais sutil, o que nos limita a interagir apenas com consciências semelhantes. No mundo espiritual, tudo ao nosso redor reflete o que constituímos em nosso universo interior: pensamentos, emoções, limites, felicidades ou infelicidades.
Se você tinha vícios, como álcool ou cigarro, continuará com essas necessidades. Não podemos simplesmente nos livrar do que somos. Mudar para uma situação mais confortável por decreto não é possível. Essa compreensão vem das minhas experiências com projeções astrais lúcidas e estudos constantes da espiritualidade. Como psicanalista, estudo o comportamento humano e percebo que, sem esforço para crescer, não há crescimento.
Mesmo sem o corpo físico, somos o que éramos. Estar "morto" é engraçado, pois, mesmo vivos, muitas vezes não vivemos plenamente. Somos limitados por barreiras que criamos, dificultando a interação coerente e feliz com os outros. Temos defesas que nos distanciam da realidade. No entanto, podemos estar bem do outro lado se entendermos que o esforço aqui é necessário e que ele traz grandes recompensas. A consciência utiliza um veículo para se manifestar e, após a morte, troca de veículo, retornando ao físico por vários motivos. A reencarnação não é obrigatória, mas faz parte desse ciclo contínuo de aprendizado e evolução. Não é obrigatório seguir padrões rígidos. Aprendemos a repetir inúmeras coisas e acabamos acreditando que deve ser assim.
Questões levantadas pelo material
- Com quem podemos interagir após a morte?
- Como nosso estado interior influencia a vida após a morte?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. O Que Faço Quando Estou Morto? (Programa Consciência e Evolução). Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 29 nov. 2013. 1 vídeo (22 min 21 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/o-que-faco-quando-estou-morto-programa-consciencia-e-evolucao/. Acesso em: 8 nov. 2026.





