Resumo
O crescimento espiritual é lento e repetitivo, pois o aprendizado ainda se concentra nas emoções e nas necessidades físicas. As pessoas continuam reencarnando por apego, dívidas, prazeres físicos e laços com familiares, grupos e amigos. Cada uma é responsável por si e pode optar por não voltar à Terra se tiver consciência suficiente. Esse caminho envolve abandonar o autoengano e enxergar a vida como um todo; quando todos tiverem uma visão melhor, as diferenças serão superadas, as relações terão respeito e bom senso, o trabalho será com os chacras superiores e a reencarnação poderá se tornar opcional.
Transcrição da fonte
O que é um processo reencarnatório? Como espíritos, começamos com um corpo astral zero, tendo nosso primeiro contato com a Terra. A partir daí, surgem inúmeras possibilidades. No início, como consciências, somos inexperientes e ingênuos. Aprendemos, muitas vezes, pelo medo, e não por explicações claras.
Imagine quantos séculos se passaram desde que começamos a aparecer na Terra. Cada um surge em uma época diferente, e o aprendizado inicial é emocional: nascimento, morte, agressão, carinho. Essas são emoções que vamos assimilando, mas não temos a capacidade plena de compreender sentimentos. Nossa compreensão é limitada, e nos satisfazemos com isso. O aprendizado é restrito; raramente encontramos um sábio que nos explique a vida, chacras, corpo astral, espiritualidade ou o universo. O relacionamento interpessoal é aprendido de forma tumultuada, muitas vezes com sofrimento.
A maioria das pessoas foca em si mesma, vivendo na sombra do egoísmo e da vantagem pessoal. Desde o início da história, entramos e saímos do corpo, aprendendo sobre necessidades básicas como alimentação e proteção. Esse desenvolvimento é físico, não espiritual. Nossa compreensão do universo é lenta. Há 200 ou 300 anos, a percepção da Lua e das estrelas era diferente. Quando alguém afirmou que a Terra é redonda e não o centro de tudo, houve resistência.
O crescimento espiritual é lento e repetitivo, necessário para nossa civilização, mas nos impede de entender plenamente nascimento e morte. Esses eventos são carregados de emoção: nascimento é festa, morte pode ser tristeza ou celebração. Precisamos entender melhor o processo de reencarnação. Somos responsáveis por nós mesmos, não podemos culpar Deus ou anjos. Continuamos reencarnando por apego, dívidas, prazeres físicos e laços familiares, de grupos e de amizade. Se tivermos consciência suficiente, podemos optar por não voltar à Terra, sabendo que há centenas de coisas a fazer do outro lado.
É importante parar de se autoenganar e encarar a realidade. Isso pode ser difícil, pois enxergar a totalidade é mais desafiador do que ver fragmentos da vida. Reencarnamos para ver apenas pedaços, num ciclo interminável. Se decidirmos nos libertar e melhorar, enfrentaremos desafios. Precisamos entender que as diferenças são fruto de nossa primitividade. Quando todos tiverem uma visão melhor, as diferenças serão superadas. Relações tranquilas, respeito e bom senso prevalecerão; trabalharemos com os chacras superiores, e o processo reencarnatório poderá ser opcional. É um caminho difícil, mas necessário. Chegaremos lá.
Questões levantadas pelo material
- Por que continuamos reencarnando?
- É possível escolher não reencarnar na Terra?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. Reencarnação. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 23 jan. 2020. 1 vídeo (9 min 34 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/reencarnacao-4/. Acesso em: 2 nov. 2026.





