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Relacionamentos afetivos: amor ou carência? (Programa Consciência e Evolução) — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi4 min de leitura

Amor supera os ciclos da paixão quando há base sólida, diálogo, flexibilidade, objetivos comuns e disposição para mudar.

Relacionamentos afetivos: amor ou carência? (Programa Consciência e Evolução)
Vídeo · 24 min 30 s · Assistir no YouTube

Resumo

A carência pode levar à idealização do parceiro, enquanto o amor exige superar os ciclos da paixão com maturidade, diálogo, flexibilidade e objetivos comuns. Relações duradouras começam pelo conhecimento mútuo e pelo coração. Os chacras refletem o nível de consciência; a melhora emocional reorganiza a estrutura de chacras, e vice-versa. Para mudar padrões que se repetem nos relacionamentos, é preciso se rever e buscar ajuda, se necessário. Os relacionamentos fazem parte da evolução, mas ter um parceiro não é obrigatório: cada um deve respeitar seu ritmo e buscar o próprio crescimento, inclusive vivendo só.

Transcrição da fonte

Sobre dificuldades afetivas: quando iniciamos uma relação, o primeiro momento é de empolgação. Investimos nossas energias e acreditamos ter encontrado o grande amor de nossas vidas. Nesse estágio, vemos a pessoa como queremos, não como ela realmente é, preenchendo nossas faltas emocionais. A pessoa parece mais bonita, doce, inteligente e uma boa companhia, complementando nossas necessidades inconscientes.

Muitas vezes, acreditamos que essa relação é de amor. No entanto, para saber se é realmente amor, é preciso ultrapassar alguns ciclos dos nossos chacras. A paixão, associada ao chacra básico, dura cerca de um ano. No chacra esplênico, pode durar até dois anos e meio. Já no chacra umbilical, pode chegar a quatro anos. Após esses períodos, a relação pode se deteriorar se não houver uma base sólida.

Uma relação de amor verdadeiro exige maturidade para dialogar e resolver diferenças. Em crises, é comum culpar o outro, mas uma relação saudável requer flexibilidade e disposição para resolver problemas juntos, sem vencedores ou vencidos. A maioria das relações, devido ao nível de consciência, dura até quatro anos, muitas vezes se arrastando. Para uma relação duradoura, é necessário ter consciência e disposição para mudanças e acertos. Não pode ser apenas uma relação genital, típica da adolescência. A relação deve ter objetivos claros: onde queremos chegar juntos? Como podemos conciliar interesses diferentes? Tudo tem solução, mesmo que ainda não a tenhamos encontrado.

Os chacras influenciam quem somos, e o chacra de maior atividade identifica nosso nível de consciência. Embora trabalhemos com todos os chacras, um se destaca, refletindo nossa expressão nas relações. Quando enfrentamos dificuldades em relacionamentos — seja com amigos, parceiros ou no trabalho —, muitas vezes repetimos padrões sem perceber. É comum brigarmos ou termos respostas reativas, o que pode complicar nossa vida. A evolução pessoal ocorre através dos relacionamentos, tanto conosco quanto com os outros e com o ambiente ao nosso redor. Se enfrentamos dificuldades, isso indica que ainda não compreendemos plenamente o sentido da vida, permanecendo na imaturidade e em constante conflito.

Os chacras estão relacionados ao nosso nível de consciência. Quando estamos em um nível emocional, enfrentamos patologias e dificuldades, como agressividade, passividade, depressão, inadequação e timidez. Essas questões estão ligadas à nossa construção emocional e energética. A espiritualidade não está separada da nossa parte emocional; ao melhorar nossa parte emocional, reorganizamos nossa estrutura de chacras, e vice-versa.

É comum ouvir que um companheiro pode atrasar a vida do outro. Isso ocorre porque somos influenciados por diversas energias, emoções e ideais, o que pode criar obstáculos nos relacionamentos. Algumas pessoas enfrentam mais dificuldades que outras. Uma ouvinte relata dificuldades afetivas desde a separação. Muitas vezes, após um rompimento, procuramos parceiros com padrões energéticos semelhantes aos anteriores. Para melhorar nossa vida afetiva, é necessário nos rever e reorganizar. Ao nos tornarmos mais tranquilos e pacientes, atraímos pessoas com essas mesmas qualidades. Caso contrário, podemos ser agressivos, controladores e carentes, desgastando a relação. Se não conseguimos melhorar sozinhos, é importante buscar ajuda.

Uma ouvinte questiona se é necessário ter um parceiro ou se é possível viver bem sozinha. Ela gosta de estar só, mas sente pressão familiar e social para casar e ter filhos. É importante respeitar o próprio ritmo e buscar relacionamentos que comecem pelo conhecimento mútuo, sem pressões externas. Um relacionamento não precisa começar pela sexualidade. O essencial é que comece pelo entendimento entre as pessoas. É importante conversar bastante e construir um percurso juntos, especialmente se o objetivo é uma relação duradoura. Se o relacionamento for superficial — sair com alguém por uma noite e depois partir para outra —, isso é outra história. O que se busca é um relacionamento com continuidade, onde se possa ter um companheiro ou companheira e construir algo juntos.

Não vejo sentido em iniciar um relacionamento apenas pela atração física. É fundamental se conhecerem, entenderem quem são. Um relacionamento deve começar no coração, não no chacra básico. Se começar pelo chacra básico, será imaturo e não terá continuidade. Algumas pessoas preferem ficar sozinhas e não sentem necessidade de ter um parceiro. A sociedade criou a ideia de que precisamos casar, ter filhos e constituir família, mas isso não é necessário. Cada um de nós é uma consciência que veio evoluir na Terra e deve encontrar seu próprio caminho de evolução. O importante é sermos felizes e crescermos. Se encontrarmos alguém que compartilhe nossos valores e queira construir uma vida juntos, ótimo. Mas, essencialmente, estamos aqui para nosso próprio crescimento e evolução.

Questões levantadas pelo material

  • Como diferenciar amor, paixão e carência em um relacionamento?
  • Como os chacras influenciam os relacionamentos?
  • Como construir um relacionamento amoroso duradouro?
  • Como parar de repetir padrões nos relacionamentos amorosos?
  • É preciso estar em um relacionamento para ser feliz?

Palavras-chave

relacionamentos amorososamorpaixãocarênciachacras

Como citar

ESAGÜI, Moisés. Relacionamentos afetivos: amor ou carência? (Programa Consciência e Evolução). Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 14 jan. 2016. 1 vídeo (24 min 30 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/relacionamentos-afetivos-amor-ou-carencia-programa-consciencia-e-evolucao/. Acesso em: 3 nov. 2026.