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Como atraímos espíritos inferiores - Parte 2 — Spotify do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi8 min de leitura

Espíritos inferiores se aproximam por afinidade com pensamentos, comportamentos e ações atuais ou passadas, e podem interferir nas energias e nos sonhos.

Como atraímos espíritos inferiores - Parte 2
Podcast · 15 min 31 s · Ouvir no Spotify

Resumo

Quando estamos perto de alguém, o acoplamento áurico tende a equilibrar as vitalidades: quem está mais vitalizado transfere energia a quem está descompensado. Nossos pensamentos, sentimentos, emoções, comportamentos e atividades determinam a qualidade dos espíritos próximos; raiva, rancor e vingança atraem companhias semelhantes, enquanto perdão, diálogo e ações positivas favorecem um caminho mais feliz. Também trazemos assediadores e obsessores de outras vidas, pois herdamos as consequências dos próprios atos. Elevar pensamentos, circular energias e reverberar os chacras são formas de autodefesa psíquica. Durante o sono, o corpo astral se separa do físico, permitindo o contato com amparadores ou assediadores; nesse último caso, acordamos com cansaço, dores e falta de concentração.

Transcrição da fonte

A pessoa pergunta: se dormir perto de alguém que não está bem, que está cheio de conflitos, com depressão, com dificuldades emocionais ou mal resolvido, pode haver algum prejuízo energético? Respondo, pois considero importante. Quando estamos perto de outra pessoa, praticamos o que chamamos de acoplamento áurico: a sua aura tende a tocar a aura da outra pessoa, ocorrendo transferência de energia. Suponha que você esteja muito feliz, alegre e vitalizado e se aproxime de alguém que esteja desvitalizado. A tendência é que a pessoa desvitalizada se sinta melhor, enquanto você se sinta um pouco pior. Em termos matemáticos, se sua vitalidade for 10 e a da outra pessoa for 5, ao permanecer próximo por algum tempo, ao final ela terá 7,5.

Somando as duas vitalidades, o total seria 15; ela teria 7,5, se sentiria muito bem, consideraria você o máximo, e você também teria 7,5. O resultado é que você não acharia agradável ficar perto dela. Essa pessoa vampirizou minhas energias. Tudo no universo tende ao equilíbrio, e uma das coisas básicas do universo são as energias que nele existem e tendem a se equilibrar. Quando você está perto de uma pessoa descompensada, compensa essas energias para equilibrar o ambiente — ou seja, perde energia. É isso que acontece.

Se você dormir ao lado de uma pessoa cujos comportamentos são absolutamente negativos, isso o descompensa energeticamente. Imagine que a pessoa beba, fume, esteja sempre nervosa, seja agressiva, muito passiva ou esteja com depressão. Todas essas energias afetarão você. Se você me pergunta se há algum prejuízo, a resposta é sim, com certeza.

Devemos procurar conviver com pessoas saudáveis, pois, se estivermos em contato com indivíduos pouco saudáveis, isso pode nos prejudicar. Por exemplo, quem trabalha em ambientes descompensados por natureza, onde há muito sofrimento e dificuldades emocionais, tende a desenvolver depressão. As pessoas que cuidam de pacientes doentes, com problemas mentais ou emocionais, costumam se alimentar em excesso, engordar, tornar-se obesas, depressivas e enfrentar conflitos familiares. Isso ocorre porque estão expostas a um tipo de energia defasada, que não é saudável; perdem muita energia e tentam compensá-la com a alimentação.

Existe também a dificuldade dos espíritos que acompanham as pessoas que não estão bem. Se você não está bem, com certeza os espíritos que estão ao seu lado não são espíritos de luz; são consciências que têm nível de dificuldade mais ou menos igual ao seu. É um grande engano achar que estamos muito mal quando, perto de nós, existem espíritos luminosos. Não. Quando estamos acompanhados de amparadores espirituais, de espíritos de luz, estamos muito bem vitalizados, sorridentes, felizes e com grande vontade de agir motivados. Essa é a realidade. Não podemos criar lógicas convenientes para explicar situações que não conseguimos enfrentar. Temos algum prejuízo? Temos, sim.

Vou falar sobre um assunto muito importante: como atraímos espíritos inferiores. O que nos cerca reflete o que somos. A resposta é simples: o que está perto de cada um de nós é o que somos. Seus pensamentos, sentimentos, emoções e comportamentos são fundamentais para que você siga um caminho mais feliz. Isso é importantíssimo.

Quando você tem pensamentos ruins, quando faz coisas erradas, pode ter certeza de que os espíritos que atrairá são da mesma qualidade. Não fazemos coisas erradas e atraímos coisas boas para a nossa vida. Você pode até achar que sim, mas tudo tem um tempo. Então, veja o que está fazendo também, não é verdade? Pensamentos de péssima qualidade, quando a pessoa fica o tempo todo naquele diálogo interno negativo, pensando coisas destrutivas, pensamentos de vingança, fica pensando como destruir o outro, colocar a raiva em prática com a máxima eficiência, porque sente raiva do outro por não ter coragem de se colocar numa situação, de dizer o que sentia; fica com raiva da outra pessoa e repete para si mesmo tudo aquilo que deveria ter sido dito ao outro.

Pense nisso, para que possa deixar de ser uma pessoa raivosa, cheia de rancor, porque isso atrairá mais infelicidade. Viverá mais feliz a pessoa que é desencanada, que procura perdoar o outro, deixando as coisas num âmbito mais tranquilo. As pessoas erram; quando alguém erra, é porque às vezes não sabe. Pode errar por maldade, mas a maioria erra por ignorância. Se fala que é egoísta, é egoísta porque é ignorante. Erramos na maior parte das vezes por ignorância, pois, se soubéssemos o que acontece no plano espiritual quando fazemos algo ruim ao outro, mesmo em pensamento, não o faríamos. Devemos parar de julgar o próximo e agir de forma coerente, com bom senso e maturidade, pois esse é o caminho da felicidade.

Então, como atraímos os espíritos inferiores? Por aquilo que somos, pelas coisas que fazemos, pelo que alimentamos diariamente, pelos pensamentos, pelas ideias e pelas nossas atividades. Portanto, pratique atividades felizes e positivas, evite a raiva contra o outro e converse. Quando houver algo a resolver com alguém, vá lá, converse, resolva, exponha-se e coloque seu sentimento no que está fazendo. Isso é muito importante, pois muitas vezes agimos sem perceber que certas atitudes podem gerar resultados negativos.

E agora vamos para outra questão: trazemos assediadores e obsessores de outras vidas? Você é herdeiro do que faz em todas as vidas. Assim, quando agimos contra alguém, imagine que, ao ofender fisicamente uma pessoa, ao redor dela há parentes, amigos espirituais e inúmeros espíritos que observam o que você está fazendo. Do seu lado também há inúmeros espíritos que não concordam com suas atitudes negativas; ao acumulá-las, algum espírito as rejeita e se opõe a você.

Vou compartilhar algo que me acontece: algumas pessoas, quando estão perto de mim, gostam do que tenho desenvolvido e do trabalho que realizo; os espíritos elogiam esse trabalho, alguns fazem perguntas, aproximam-se e o ambiente torna-se agradável. Há também pessoas que, embora gostem de mim ou convivam comigo, não aprovam certas atitudes que tomei. Ou acham, por exemplo: "Você não poderia ter feito isso" ou "Não deveria ter dito isso". Muitas vezes falo a alguém que precisa ter uma atitude mais tranquila, mas essa pessoa não consegue perdoar.

Os espíritos que estão perto dessa pessoa ficam com muita raiva de mim e falam todo tipo de palavrão; é até desagradável dizer isso. Eles proferem agressões que você pode imaginar. Alguns se manifestam como se fossem físicos. Isso acontece. Você pergunta: o que fazer? Sempre que vejo um confronto extrafísico, procuro elevar meus pensamentos, circular minhas energias e reverberar meus chacras para criar uma autodefesa psíquica. Isso todos podem aprender. Algumas pessoas realmente sentem e relatam: "Sinto algo tocar em mim, ouço a pessoa falar palavrões, agressões, discordâncias", o que é muito ruim. Às vezes, ao assistir TV, sinto alguém sentado ao meu lado no sofá.

Precisamos deixar de considerar apenas a vida física como limite e compreender que nossa existência é multidimensional. Viemos do mundo espiritual; nossa origem é espiritual. Portanto, trazemos, sim, assediadores de outras vidas. Somos capazes de maltratar e somos muito bons nisso. Imagine, há 100 ou 200 anos, o pessoal da Inquisição, que se considerava maravilhoso, mas mandava decapitar, queimar e torturar pessoas. O ser humano realmente demora a aprender.

Quando essas pessoas retornam deformadas — com dificuldades físicas, sensoriais, cegueira, perda de audição ou deficiência cardíaca de qualquer tipo — ou já nascem assim, é preciso estudar mais a espiritualidade. Somos herdeiros de nós mesmos e nada acontece por acaso. Produzimos consequências no corpo, na vida e no espírito, conforme o que fazemos.

Muitas vezes você não precisa estar fazendo coisas erradas para criar uma deformação espiritual. Basta trabalhar demais, em excesso, conviver com pessoas muito doentes, e você pode sofrer consequências ruins. Mas, com certeza, há dezenas ou centenas de anos, já cometemos muitas coisas erradas. O ser humano é bom nisso. Então, trazemos assediadores e obsessores, sim.

Quando isso acontece, sua vida torna-se muito difícil porque você sente essas presenças. Normalmente, nessas consciências que não reencarnaram há 100 a 200 anos, há uma carga e uma somatização muito grandes. Elas conseguem produzir efeitos físicos e tudo mais. Ainda bem que isso não ocorre com frequência. Se fosse, seria difícil, mas pode acontecer. Interferência de espíritos inferiores nos sonhos? Sim. Aliás, quem assistiu ao filme "Sexto Sentido" lembra o momento em que o garotinho fala ao psicólogo que cuidava dele e não sabia que estava morto. O psicólogo havia sido assassinado, mas cuidava do garoto como se ele próprio ainda estivesse vivo. Então o garoto lhe diz: "Eu sei como você pode conversar com a sua esposa nos sonhos."

Exatamente, porque, na hora em que você se deita, seu corpo astral descoincide do corpo físico e, então, você tem acesso ao mundo espiritual, à sua origem. Nesse momento, pode ter contato com todos os parentes falecidos, com amparadores espirituais, mas também com assediadores. Se houver contato com assediadores espirituais, veja o que acontece: você acorda cansado, quase como se tivesse tomado uma surra, sente dor nas costas e dor de cabeça, e não consegue manter a concentração. E é bom prestar atenção nisso, porque o que fazemos nos leva a ter acompanhantes que, às vezes, são indesejáveis. Pode ocorrer interferência de espíritos inferiores nos sonhos? Pode, sim.

Questões levantadas pelo material

  • Como pensamentos e comportamentos atraem espíritos inferiores?
  • Dormir perto de alguém em desequilíbrio emocional pode afetar minha energia?
  • Assediadores espirituais podem nos acompanhar de outras vidas?
  • Como criar uma autodefesa psíquica contra assediadores espirituais?
  • Como espíritos inferiores interferem nos sonhos?

Palavras-chave

assédio espiritualsintonia energéticaacoplamentosonhosvidas passadas

Como citar

ESAGÜI, Moisés. Como atraímos espíritos inferiores - Parte 2. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 24 ago. 2023. 1 podcast (15 min 31 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/como-atraimos-espiritos-inferiores-parte-2/. Acesso em: 3 nov. 2026.