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Como lidar com espíritos e outras percepções espirituais? — Spotify do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi9 min de leitura

Desenvolver a percepção espiritual e perder o medo ajudam a lidar com as realidades física e espiritual com naturalidade.

Como lidar com espíritos e outras percepções espirituais?
Podcast · 18 min · Ouvir no Spotify

Resumo

Quando muitas pessoas realizam atividades ligadas às energias dos chacras mais baixos, quem as percebe com muita sensibilidade sofre no ambiente. Observar quanto tempo se consegue permanecer, sair um pouco e depois voltar pode ajudar a lidar com esse desconforto. As práticas de clarividência permitem desenvolver a própria percepção do mundo espiritual, sem depender de outras pessoas para saber quem está por perto. Evoluir exige esforço e a superação do medo. Com o tempo, aprende-se a conviver com espíritos e com as realidades física e espiritual, que se tornam uma só e são vividas com naturalidade.

Transcrição da fonte

Nosso corpo é um grande mecanismo que, para funcionar, precisa de energia circulante. Essa energia nos nutre espiritual e energeticamente e se reflete nos nossos estados mentais e de vitalidade. A grande verdade é que, praticamente em todas as pessoas, essa energia não flui da forma que deveria, por vários motivos. A questão é compreender a bioenergia humana, como ativar nossa energia e vencer bloqueios e, sobretudo, como realizar mudanças para aumentar nossa capacidade de circulação e ter um ganho de disposição, de vitalidade e na nossa vida como um todo.

A comunicação com amparadores espirituais e os assédios espirituais são duas coisas opostas, mas têm a ver com a nossa relação com a espiritualidade, que precisa ser mais aprendida.

Um ouvinte pergunta: "Amigo Moisés, peço-lhe um esclarecimento. Algumas situações que vivencio me trazem angústia, inquietação e, às vezes, até taquicardia. Percebo isso principalmente em encontros como aniversários, festas familiares e, principalmente, no Natal. Pensei que tivesse a ver com uma dificuldade social minha, mas, aparentemente, não tenho isso. Dou-me bem com todo mundo. Como agora estou buscando mais conhecimento espiritual, queria lhe perguntar se isso pode ter alguma relação com o plano espiritual. Tem alguma lógica no que falei? Desculpe se a pergunta foi boba, mas sou iniciante no assunto."

O caminho da espiritualidade não é aquele que a gente prega o tempo todo, em que você conversa com alguém e a pessoa fala: "Olha, sua aura está linda, está muito bonita, você agora vai ficar muito feliz". Isso é ou não é. O caminho da espiritualidade é o caminho do esclarecimento, no qual você aprende as coisas e as põe em prática no dia a dia.

Quando não enxergamos espíritos, não vemos a aura, não temos experiências fora do corpo e nossa clarividência ainda é muito embotada, a percepção do ambiente e das energias não é muito clara para nós. Por exemplo, você sente uma dor de cabeça repentina e vai atribuí-la a alguma coisa física que fez, a uma chateação, a um alimento ou a uma mudança de temperatura. Às vezes, pode ser isso mesmo; ou pode ser, por exemplo, a aproximação de um espírito carente ou até de um espírito familiar.

Você mencionou festas familiares. É uma boa ideia termos o bom senso de perceber o nível de evolução das pessoas que estão à nossa volta. O nível de evolução de uma pessoa tem a ver com o que ela faz, com seus comportamentos, com as ideias que expressa e, principalmente, com a capacidade de se relacionar de forma positiva com o outro. Temos que fazer um caminho nesta vida em que tratemos as pessoas com respeito, tratemos bem e as motivemos. Quando temos raiva de alguém ou ficamos censurando o outro, não importa quem seja, é porque as coisas dentro de nós, no nosso contexto energético, não estão muito boas.

Observe se são pessoas agressivas ou passivas, se apresentam variações de humor exaltadas, se alteram o tom de voz ou são invasivas demais, invadem e não querem saber do outro. Tudo isso tem a ver com a espiritualidade. Não dá para ter dificuldades emocionais e ter a espiritualidade tranquila. O conhecimento vai nos ajudar a saber quanto tempo podemos ficar em cada um desses locais. Talvez você possa pensar nisso, porque esse é um pensamento meu, e as pessoas que estão me ouvindo podem discordar e dizer: "Olha, Moisés, não aceito isso que você está falando".

É importante verificar o ambiente por um prisma de abertismo interno. A gente fala: "Mas é meu pai, meu pai é bom; é minha mãe, minha mãe é boa". Não estou dizendo que não temos que respeitar as pessoas. Temos que respeitar todos que estão à nossa volta, não importa quem sejam, sem discriminação nenhuma. Penso que, se quisermos crescer, ser melhores do que somos, teremos que percorrer um caminho muito digno, para que lá na frente possamos dizer: "Puxa vida, eu fiz o melhor que pude".

Provavelmente, essas festas que você menciona têm bebida alcoólica, cigarro e várias outras coisas. Vou fazer perguntas que você mesmo pode responder para si: você acha que uma consciência evoluída fumaria um charuto cubano? Você acha que uma consciência evoluída beberia algum tipo de bebida, vinho ou cerveja? São perguntas para você pensar. Uma consciência evoluída está fora desse âmbito, porque essas coisas são emocionais. Assim como nosso corpo físico é um contexto emocional, é um contexto de aprendizado. Ele é emocional mesmo. Você vai ver que grandes consciências, ou consciências que ultrapassaram os limites do corpo físico, pararam muitos processos emocionais.

Você falou que sente taquicardia, inquietação e angústia. Eu penso que isso é o começo de uma percepção que tem que ser explorada para que você possa ser mais feliz. Quando temos esse tipo de percepção, tendemos a querer abafá-la, porque parece melhor: "Se todo mundo está na festa, se todo mundo está fazendo, eu sinto isso, mas não quero sentir isso, não". Já ouvi pessoas falarem: "Eu não quero ver espírito de jeito nenhum". A pessoa é espírita, mas não quer ver espírito. Então, veja o caminho que você quer seguir de verdade.

Eu penso que nosso caminho é multidimensional. Você tem que ter a percepção das coisas físicas e das coisas extrafísicas para entender melhor tudo que está à sua volta e a própria vida. Acredito que esse é o caminho que nos leva à libertação, porque um dia você tem corpo, outro dia não tem corpo físico.

Se você não entendeu uma resposta ou não gostou dela, pode dizer: "Moisés, você respondeu, mas eu não entendi direito, não gostei da sua resposta. Você pode falar mais um pouco?" Você fica à vontade, porque acho decente podermos questionar cada coisa. Com certeza, as pessoas têm o direito de questionar o que estou falando, até porque não acredito que alguém seja dono da verdade absoluta. Podemos conhecer verdades relativas, mas absolutas, de jeito nenhum. Eu até acredito que não exista uma verdade absoluta.

Você vai ter que participar da festa de Natal, não tem jeito. Então já sabe que vai sentir essas coisas. Veja quanto tempo consegue ficar no ambiente; saia um pouco e depois volte. Quando sentir que a situação está pesando muito para você, encontre uma forma de não sofrer tanto.

Meu pai fazia festas de aniversário na casa dele. Como ele tinha uma chácara e morava num lugar onde conhecia todo mundo, ia muita gente. O número de pessoas ficava muito alto, e eu tinha que ir lá. Só que observei quanto tempo aguentava ficar no meio daquela turma toda e avisava a ele antes: "Pai, vou ficar aí vinte minutos". Era um lugar cheio de vegetação. Eu cumprimentava todo mundo, abraçava todo mundo, fazia tudo que tinha que fazer e depois saía.

Em uma festa, por exemplo, você vai beber, vai fumar, vai colocar toda a sua energia emocional para fora. Quando há muitas pessoas fazendo uma atividade que leva às energias dos chacras mais baixos, uma pessoa com percepção muito sensível dessas energias vai sofrer naquele ambiente. Então é uma dica: veja quanto tempo consegue ficar em cada um desses lugares; talvez seja melhor.

Outro ouvinte, de Itatiba, relata: "Tenho aprendido muito com o que tenho ouvido e confesso que não é tão simples entrar em contato consigo mesmo, mas nos sentimos cada vez melhor ao ver que somos capazes de nos melhorar. Desde que fiz o curso de clarividência no CEC, comecei a realizar as práticas em casa, e os resultados estão melhorando cada vez mais. No entanto, percebo que tenho tido dificuldades por perceber cada vez mais a parte espiritual, entre ela os assédios que nos rodeiam. Gostaria que nos desse uma dica sobre como lidar com essas duas realidades, a física e a espiritual. Como é para o senhor?"

Isso que você está falando é bem sério. Você vai poder ver suas vidas passadas, ver as consciências que estão ao seu lado. Se tem parentes falecidos, vai poder enxergar seu avô, seu pai, seu irmão falecido. Vai poder ver um monte de coisa. É óbvio que, ao ouvir isso, você pode dizer: "Então, que legal! Eu quero, eu quero, eu quero conseguir enxergar". Acho que, se você perguntar para cem pessoas, pelo menos umas setenta vão falar que querem. A questão é que, dessas setenta, você vai descobrir que nem dez querem ver, porque é uma coisa séria.

Tenho uma situação que aconteceu com a Fátima, que sempre me acompanha. Ela dizia: "Moisés, eu quero ver espírito". Um dia, ela estava no CEC, abaixada no chão, organizando algumas coisas. Tinha colocado essas coisas no chão para ficar mais fácil para ela. Eu não faço muito ruído quando me aproximo das pessoas, até porque sempre uso sapato de borracha para não escorregar. Aproximei-me dela e, quando estava bem perto, falei: "Oi, Fátima".

Ela quase caiu dura. Tomou um susto imenso e quase caiu dura. Virou-se e falou: "Ô, você me assustou". Eu disse: "Fátima, olha só o que você está falando. Você está dizendo que quer ver espírito, mas eu nem sou um espírito e você tomou um susto. Deixa eu te dizer uma coisa sobre espírito. Às vezes, estou lendo ou trabalhando no computador, e um espírito se aproxima do meu lado, junto do meu ombro, e fica olhando o que estou lendo. Você percebe a presença daquela cabeça ali do seu lado".

Isso é uma coisa séria, e a gente pensa: "Nossa, e o que eu faço?" Temos que aprender a lidar com essa realidade, porque isso faz parte da nossa reencarnação atual. Podemos fazer esses exercícios, aprender, ser melhores e disponibilizar para nós, como consciências, a própria percepção do mundo espiritual, em vez de ficar perguntando e terceirizando: "Olha, quem é que está do meu lado?" Se você puder ver, é você enxergando.

Você pode dizer: "Ah, mas eu tenho medo". Mas você tem que perder o medo, senão não vai andar, não vai evoluir. E quem disse que evoluir é fácil? Não é fácil, não. É esforço.

Com o tempo, você vai aprendendo a lidar com essas duas realidades, a física e a espiritual, que vão se tornar uma só. Vai conseguir viver com elas com naturalidade, muita naturalidade. Penso que isso é importante, porque você vai crescendo e dando mais espaço para sua vida, para tudo que você é, até chegar a um estágio de total libertação.

Questões levantadas pelo material

  • Por que pessoas sensíveis às energias podem se sentir mal em festas?
  • Como lidar com o desconforto energético em festas familiares?
  • Como conviver com percepções espirituais no dia a dia?

Palavras-chave

medo de espíritospercepção energéticaclarividênciaenergia dos ambientes

Como citar

ESAGÜI, Moisés. Como lidar com espíritos e outras percepções espirituais?. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 13 maio 2026. 1 podcast (18 min). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/como-lidar-com-espiritos-e-outras-percepcoes-espirituais/. Acesso em: 7 nov. 2026.