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Como os relacionamentos afetam as nossas energias — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Andrea Murad e Patrícia Cabral7 min de leitura

Relações densas podem paralisar nossa energia, e é na convivência mais intensa, como a familiar, que se revela o que precisamos melhorar para crescer.

Como os relacionamentos afetam as nossas energias
Vídeo · 1 h 19 min · Assistir no YouTube

Resumo

Os relacionamentos podem elevar ou paralisar nossa energia, e a convivência intensa revela o que precisamos mudar para crescer. Conhecer nosso padrão energético habitual e observar pensamentos, emoções e relações ajuda a distinguir se o esgotamento é nosso ou vem de influências externas. A individuação e as práticas de recuperação energética reduzem o envolvimento, mas não anulam o impacto de ambientes sobrecarregados; por isso, é importante buscar independência quando possível. Na família, culpa e carências podem alimentar a codependência. Colocar limites com carinho, mesmo que cause desconforto, evita sustentar a disfuncionalidade e pode favorecer o crescimento das pessoas envolvidas.

Transcrição da fonte

Os relacionamentos afetam a todos, mesmo quem não pratica espiritualidade específica, pois constituem a base da vida. A imposição de mãos e o trabalho energético são ferramentas poderosas para melhorar nossas interações e energias. Através das relações podemos construir ou destruir muito: elevar o outro ou, em casos patológicos, adoecer. Relações densas podem literalmente paralisar nossa energia, levando ao adoecimento.

A maioria das perguntas recebidas foca nas dificuldades nos relacionamentos, o que é compreensível, pois aprendemos muito através deles. A grande maioria dos nossos relacionamentos exige ajustes. Quando questionamos sobre isso, a resposta predominante foi sobre família. Mesmo perguntas específicas sobre relacionamentos afetivos convergiram para família e parceiro ou parceira, destacando dificuldades.

As pessoas frequentemente questionam por que as maiores dificuldades estão na família, que deveria ser um núcleo de união. A verdade é que as dificuldades não são exclusivas da família ou do parceiro, mas são essas as pessoas com quem convivemos mais intensamente. Essa convivência revela quem somos e nos coloca em contato com o que o outro é, tornando a relação mais desgastante.

Relações de fuga, como amizades para lazer, tendem a ter menos conflitos, pois o foco é o prazer, que mascara as dificuldades. No entanto, se todos com quem convivemos estivessem sob o mesmo teto, os conflitos seriam inevitáveis, pois não haveria para onde fugir. Dentro de casa, somos confrontados com quem realmente somos e com o que precisamos melhorar.

É importante olhar para essas dificuldades como oportunidades de crescimento. Só evoluímos quando mudamos nosso comportamento e nos melhoramos. Isso não significa que devemos nos prender a relações familiares problemáticas, mas usar essas experiências para identificar áreas de melhoria pessoal. Uma questão relevante é como saber se o esgotamento energético é nosso ou de alguém próximo. Tendemos a culpar os outros por nossa perda de energia. Para discernir a origem do esgotamento, é fundamental nos conhecermos bem, entendendo nossas reações, hábitos e comportamentos.

Além de nos conhecermos, é importante observar quem convive conosco e como se dá essa relação. Devemos avaliar as características e hábitos do outro e como eles interagem conosco. Se percebermos um ambiente carregado, todos podem ser afetados. Aquele que tiver mais conhecimento e aplicar técnicas de recuperação energética pode se sair melhor, mas é difícil não ser impactado.

Para determinar se algo é meu, verifico meu estado interno. Pergunto-me: como estão meus pensamentos? Meu emocional? Estou dormindo bem? Sinto ansiedade, medo ou preocupação? Inicialmente, foco em aspectos básicos, sem mergulhar nas profundezas do inconsciente, mas procuro um estado facilmente detectável. Conheço meu padrão? Estou no meu padrão habitual? É crucial entender nosso padrão energético básico. Se estou no meu padrão, sei que não estou perdendo energia. Se estou tranquila na minha base, sei que a influência pode ser externa, do ambiente ou de outra pessoa.

Nesses casos, considero envolvimentos e relações que possam amplificar a perda. Mesmo estando bem, se alguém próximo está em crise, isso pode nos afetar. A autocobrança, culpa e outras questões emocionais podem intensificar perdas. Para evitar isso, é importante se individualizar: "Aqui estou eu, este é meu universo". Práticas de recuperação ajudam a reduzir envolvimento e melhorar a situação. Não é viável se isolar completamente, então devemos aprender com as relações e dificuldades. É importante revisar constantemente nossas relações, especialmente as mais significativas, como as de casal.

Com o aumento do home office, a convivência intensa pode confundir o que é nosso e o que é do outro, criando uma energia única no ambiente. Avaliar periodicamente essas relações é essencial para entender quem somos e quem é o outro. O autoconhecimento melhora as relações, pois conhecer-se é fundamental para entender demandas e expectativas, tanto nossas quanto dos outros, facilitando desembaraçar questões emocionais e relacionais.

Sobre lidar com um ambiente familiar desagradável que afeta nossas energias, sem a opção de sair, a solução envolve entender por que estamos ali. Se somos dependentes, como filhos, podemos buscar independência. Mesmo adolescentes podem começar a trilhar um caminho de individuação, saindo de ambientes disfuncionais. Para aqueles sem dependência, é crucial questionar a necessidade de permanecer, avaliando se é por necessidade real (cuidar de alguém doente) ou por conveniência (vantagens financeiras ou emocionais).

Permanecer em um ambiente que nos sobrecarrega pode limitar nosso crescimento e impedir avanços significativos. É importante desmistificar a ideia de que apenas nossa vontade pode mudar tudo, especialmente se o ambiente é desfavorável. Se você está imerso em um ambiente sobrecarregado, mesmo com boa vontade, a energia dos outros pode te ancorar. A menos que você esteja em um nível evolutivo muito alto, isso será inevitável para quase 90% das pessoas. Muitas vezes, nos enganamos pensando que estamos entre os 10% mais evoluídos, mas não estamos. Se você ainda lida com suas emoções e dificuldades, tudo o que te puxa para baixo vai te afetar. Portanto, se puder viver de forma livre e independente, foque nisso.

Reconhecemos que passamos por momentos específicos — dedicar-se a uma formação, estudo ou transição de carreira — que podem exigir que permaneçamos em certas situações, até por questões financeiras. No entanto, devemos encarar isso como temporário e evitar que se torne uma zona de conforto. Devemos analisar quem está desequilibrado: quem não se encaixa, mas não dá um passo, ou quem está inconsciente no meio da vida.

Devemos ter metas claras e, se algo não é para nós, traçar nosso caminho e seguir em frente. Sobre lidar com parentes, especialmente os mais próximos que fazem chantagem emocional, é comum que eles queiram nossa presença física constante. Isso pode impedir que tenhamos uma vida própria. A dificuldade está em lidar com o que sentimos, pois a culpa surge quando pensamos em nos posicionar de forma diferente. Se estamos leves e a informação está clara, conseguimos dizer "não" de forma tranquila, sem culpa.

Quando há muita dependência, como na relação entre pais e filhos, cria-se um vínculo energético forte. Quanto mais permitimos que nos controlem, mais forte se torna esse vínculo. Colocar limites — como dizer que não irá visitá-los em um fim de semana — pode ser um baque inicial, mas é um processo de aprendizado para eles. Com o tempo, adaptam-se. É importante tratar os pais com carinho e atenção, mas sem alimentar a disfuncionalidade deles. Isso é libertador e ajuda a romper um vínculo que drena energia.

As carências drenam nossa energia, e muitas vezes alimentamos a carência do outro, criando uma relação de codependência. Precisamos observar o quanto cultivamos isso no outro e reconhecer que também temos carências, como a necessidade de nos sentir importantes. Ao detectar isso, podemos começar a mudar. Por exemplo, uma pessoa relatou que faz tudo por seu irmão, que tem dificuldades, mas já não aguenta mais. Ela percebe que, embora tenham sido criados da mesma forma, ele seguiu um caminho desorganizado, de dependência, envolvendo-se em jogos e em ações erradas, inclusive usando o nome de outras pessoas para conseguir coisas.

Isso ilustra como a codependência pode se manifestar em relações familiares. Essa pessoa, que cuida do irmão, sabe que ele gasta dinheiro em bingos, jogando tudo fora. O irmão tem 65 anos. Ela já deu a casa dos pais e continua ajudando com gás e mantimentos, mas ele sempre pede mais. Quer parar de ajudar, mas se sente culpada, como se estivesse abandonando um bebê. É interessante observar como, ao criar uma relação de dependência, a pessoa sem condições permanece assim indefinidamente. Não se trata apenas de falta de recursos intelectuais ou emocionais, mas também de caráter. Surge a dúvida: devo deixar alguém que parece incapaz de se virar sozinho? Não quero sustentar essa situação, mas também não quero abandoná-lo.

Não se trata de oferecer respostas fechadas, mas elementos para reflexão. Se não colocarmos limites, a dependência nunca termina. Uma possibilidade é dizer: "Não vou mais ajudar", e estabelecer um prazo — como três meses — para encerrar a ajuda. Essa relação não é apenas física, mas também espiritual e energética, desgastando ambos. Limites são necessários. As pessoas não crescem sem ouvir um "não". Às vezes, a dor é necessária para o crescimento. Alimentar a dependência por culpa ou autocobrança não ajuda o outro a crescer. Ser bom não é apenas cuidar do outro, mas também apontar o caminho para o crescimento, mesmo que isso envolva dor e sofrimento.

Muitas pessoas entram na espiritualidade por desconforto, dor ou dificuldade. Dizer "não" pode não ser cruel, mas um passo necessário para o crescimento.

Questões levantadas pelo material

  • Por que há tantos conflitos nas relações familiares?
  • Como os relacionamentos ajudam no crescimento pessoal?
  • Como saber se outras pessoas estão drenando minha energia?
  • Como lidar com um ambiente familiar que drena minha energia?
  • Como colocar limites na família sem sentir culpa?

Palavras-chave

relacionamentosperda de energiafamíliacodependêncialimites pessoais

Como citar

MURAD, Andrea; CABRAL, Patrícia. Como os relacionamentos afetam as nossas energias. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 25 out. 2023. 1 vídeo (1 h 19 min). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/como-os-relacionamentos-afetam-as-nossas-energias/. Acesso em: 6 nov. 2026.

Como os relacionamentos afetam as nossas energias — Acervo CEC