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Comunicação Inteligente — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Andrea Murad5 min de leitura

A comunicação se torna mais clara quando revemos emoções e desejos, confirmamos o entendimento e adaptamos a fala a cada pessoa.

Comunicação Inteligente
Vídeo · 44 min 52 s · Assistir no YouTube

Resumo

Desejos e conflitos emocionais podem distorcer a fala e a escuta, por isso comunicar-se com clareza exige autoconhecimento e perguntas para confirmar o entendimento. É preciso adaptar a abordagem a cada pessoa e evitar julgamentos. A comunicação assertiva combina escuta atenta com a expressão respeitosa de sentimentos e necessidades, sem agressividade nem passividade. As relações também podem ser influenciadas por conflitos de parentes desencarnados, que mantêm suas características após a morte.

Transcrição da fonte

Vamos conversar sobre comunicação. A essência da comunicação é que falamos e escutamos a partir de quem somos. Para melhorar nossa comunicação, é essencial nos revermos. Quando estamos emocionalmente resolvidos, conseguimos nos comunicar de forma clara, entender o outro e transmitir nossas ideias.

Enquanto não atingimos esse estado ideal, vamos refletir sobre como podemos melhorar nossa comunicação. A ideia surgiu de observações do dia a dia, das relações em casa e com amigos. Muitas vezes, situações cotidianas inspiram temas para discussões mais profundas. Vou compartilhar uma experiência que me motivou a abordar a comunicação inteligente: estava trabalhando com uma pessoa querida e, ao concluir o projeto, percebi que ela havia entendido tudo de forma diferente. Quando pedi que explicasse sua compreensão, notei que sua interpretação estava alinhada com seus desejos pessoais, não com o que realmente havíamos discutido. Isso ilustra como falamos e escutamos com base em quem somos, e como nossos conflitos emocionais podem distorcer a comunicação.

Pergunto a vocês: quem realmente se entende? Para criar uma comunicação interna eficaz, precisamos compreender nossos desejos, metas e vontades. A desorganização interna é o que impede uma comunicação clara. Falamos e escutamos com base em nossos desejos e emoções, o que gera ruídos na comunicação. Muitas vezes, as pessoas afirmam ter ouvido algo que foi dito, mas ao investigar, percebemos que era o que elas queriam ouvir, não o que foi realmente dito. No CEC, temos 111 palestras gravadas, o que facilita conferir o que foi dito. A escuta é influenciada por nossos desejos e pelo momento de vida em que estamos.

Para melhorar a comunicação, é fundamental perguntar. Quando conversamos, devemos confirmar se a outra pessoa entendeu corretamente. Isso não significa que ela não saiba ouvir, mas que precisamos nos expressar claramente. Perguntar "Você entendeu o que eu quero dizer?" é um hábito valioso. O diálogo aberto e o questionamento promovem crescimento e relações saudáveis. Cada vez que ouvimos ou lemos algo, como um vídeo ou um livro, compreendemos de forma diferente, pois estamos em constante evolução. A experiência de reler obras como "O Pequeno Príncipe" ou "O Profeta", de Khalil Gibran, ilustra como nossa percepção muda com o tempo.

A comunicação eficaz requer esforço consciente para garantir que nossas mensagens sejam claras e compreendidas. Isso envolve tanto a autoanálise quanto a disposição para verificar o entendimento do outro. Pessoas com clarividência conseguem perceber, ao observar a aura, quando alguém não entendeu algo: a aura se retrai, indicando falta de atenção ou foco. Como a maioria de nós não possui essa habilidade, precisamos perguntar: "Ficou claro? Você entendeu o que eu quis dizer?" Essa é a primeira regra. A segunda, talvez uma das mais importantes, é reconhecer que somos todos diferentes.

Quando conversamos com alguém, não estamos falando conosco mesmos, com nossas expectativas ou desejos. Estamos nos comunicando com outra pessoa. Se não sairmos de nós mesmos para entender o outro, a comunicação será cheia de ruídos. Algumas pessoas são mais abertas, outras mais fechadas, tímidas ou reativas. Precisamos adaptar nossa comunicação ao perfil de cada um.

A comunicação inteligente envolve pensar em quem estamos falando. Devemos considerar o caminho que essa pessoa percorre e como podemos nos relacionar com ela. Relação significa enxergar o outro e entender que cada um tem seu próprio caminho. Nossa inteligência está em encontrar esse caminho sem julgar ou criticar. Recentemente, viajei com um grupo e comíamos no mesmo restaurante diariamente. Uma pessoa do grupo comentou que o garçom era antipático. Minha percepção foi diferente: ele era apenas mais fechado, com dificuldades de comunicação. Ao conversar com ele, descobri que era filipino e tinha dificuldades com a língua, o que explicava sua postura. Isso nos ensina a não julgar pessoas tímidas ou fechadas como arrogantes ou antipáticas.

Como as pessoas chegam até nós? Será que impomos uma figura de autoridade ou crítica? Podemos facilitar a comunicação tornando-nos mais acessíveis. Mesmo dentro do Brasil, há diferenças culturais significativas. Precisamos enxergar o outro sem crítica. Somos diferentes e pertencemos a famílias diferentes, o que influencia nossas relações. Após desencarnarmos, a maioria de nossa família permanece próxima. Isso significa que, ao nos comunicarmos, devemos considerar que parentes desencarnados também podem estar ouvindo. Conhecer o grupo familiar e as crenças de quem nos cerca ajuda a melhorar a comunicação e reduzir ruídos nas relações.

Moisés visitou a casa de um amigo e, ao chegar, percebeu que o casal enfrentava um problema sério de relacionamento. Ele não viu apenas o casal, mas também várias pessoas da família que já haviam desencarnado. Essas entidades estavam discutindo e brigando, o que gerava um tumulto que o casal inconscientemente captava, resultando em conflitos. Moisés, sem revelar que via os desencarnados, começou a falar sobre aceitação e não julgamento, pacificando o ambiente. Os espíritos começaram a escutá-lo e a mudar de atitude, percebendo que estavam atrapalhando.

Essa experiência ilustra a importância de entender que, mesmo após a morte, as pessoas mantêm suas características e podem influenciar os vivos. Quando conversamos com alguém, é importante explicar bem e usar a intuição para perceber se a pessoa entendeu, já que não temos sempre uma clarividência aguçada. A comunicação é frequentemente prejudicada por mentiras, e é essencial lembrar que grupos desencarnados podem estar cientes de nossos atos. A mudança de comportamento é necessária para evoluirmos espiritualmente. É importante se desarmar ao se comunicar, evitando julgamentos e críticas. Um exemplo cotidiano ilustra isso: ao invés de julgar, devemos perguntar e entender a situação antes de reagir.

A comunicação assertiva é fundamental. Devemos expressar nossos sentimentos e necessidades de forma clara e respeitosa, sem agressividade ou passividade. Isso requer autoconhecimento e crescimento pessoal. A assertividade é o caminho do coração, permitindo que nos comuniquemos de forma verdadeira e evoluída. Além disso, é crucial escutar o outro com atenção, sem pressa, e refletir sobre o que queremos comunicar, especialmente em postagens. A energia que emitimos ao nos comunicar pode influenciar os outros e a nós mesmos. Quando sentimos desequilíbrio em casa, podemos realizar a exteriorização de energia no ambiente e buscar auxílio espiritual para equilibrar as energias.

Questões levantadas pelo material

  • Como as emoções e os desejos afetam a comunicação?
  • Como confirmar se alguém entendeu o que eu quis dizer?
  • Como melhorar a comunicação com pessoas diferentes de mim?
  • Como familiares que já morreram podem influenciar nossas relações?
  • Como expressar sentimentos e necessidades sem agressividade ou passividade?

Palavras-chave

comunicaçãoassertividadeautoconhecimentojulgamentoparentes falecidos

Como citar

MURAD, Andrea. Comunicação Inteligente. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 4 abr. 2023. 1 vídeo (44 min 52 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/comunicacao-inteligente/. Acesso em: 8 nov. 2026.

Comunicação Inteligente — Acervo CEC