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Minicurso Aprenda sobre Comportamento Humano, Dia 2 - Comportamento Passivo — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Moisés Esagüi3 min de leitura

No comportamento passivo, a agressividade fica internalizada; medo do confronto e repressão acumulam tensão e podem afetar relações e saúde.

Minicurso Aprenda sobre Comportamento Humano, Dia 2 - Comportamento Passivo
Vídeo · 14 min 22 s · Assistir no YouTube

Resumo

Por medo do confronto, a pessoa passiva reprime pensamentos e sentimentos e mantém a agressividade internalizada. Essa repressão acumula amargura e energia emocional, que pode ser liberada como raiva intensa ou levar à somatização e a doenças físicas. A passividade pode ser herdada dos pais ou surgir como defesa em um ambiente familiar agressivo. A autoanálise e o conhecimento ajudam a reconhecer o medo de se expressar e as dificuldades nos relacionamentos, identificar o comportamento predominante e buscar a assertividade, que equilibra passividade e agressividade.

Transcrição da fonte

Vou abordar hoje o comportamento passivo, uma estrutura emocional individual que não responde ao ambiente de forma adequada. A resposta ideal ao ambiente deve ser assertiva, não agressiva. No comportamento passivo, a agressividade não é expressa externamente, mas fica internalizada. Isso transforma a pessoa passiva em vítima de si mesma: ao invés de responder com tranquilidade ao que pensa e sente, ela se reprime. O ser humano se afastou da naturalidade de suas exigências internas, acostumando-se a uma velocidade emocional insalubre. Imagine trabalhar em uma cidade cheia de veículos e ruídos; isso torna nossos processos internos turbulentos. Um medidor de decibéis pode mostrar que o nível de ruído é superior ao que suportamos por muito tempo.

Essa situação influencia nossa estrutura emocional, impedindo reações tranquilas. Antigamente, as pessoas podiam focar em uma atividade por vez; hoje fazemos várias coisas simultaneamente, o que não é saudável para nossa estrutura emocional e espiritual. O ambiente se torna insalubre e desequilibrado. A pessoa passiva evita reagir por medo de confronto. Ela não emite reações e teme até aparentar que deseja reagir ou expressar o que pensa.

Essa condição causa grande amargura e tristeza internas, levando a pessoa a acumular cargas emocionais proporcionais ao que gostaria de ter expressado no momento de um evento inicial — como uma contraposição, um "não" explícito ou uma frustração. É essencial trabalhar essa característica, pois a incapacidade de expressar sentimentos e pensamentos resulta no acúmulo de energia emocional. Quando finalmente liberada, essa energia pode emergir com raiva intensa, causando arrependimento, ou ser internalizada, gerando doenças físicas.

Muitas vezes, criamos nossas próprias doenças devido à incapacidade de controlar eventos da vida, que continuam a nos sufocar. Essa situação está ligada ao medo, uma emoção que não pode ser expressa, levando à somatização e, em casos extremos, a problemas irreversíveis. É importante identificar nosso tipo de comportamento. Se for passivo, é útil se autoanalisar: você anda de cabeça baixa? Tem medo de revelar quem é? Fica assustado ao responder perguntas simples como seu nome ou onde mora? Pessoas passivas têm dificuldade em responder a perguntas e em falar em público. Com uma pessoa, já é difícil; com duas, piora progressivamente, podendo causar pânico, dificuldade de respirar, pressão no peito e cólicas.

É relevante observar se nossos pais são passivos, pois podemos herdar essa característica ou desenvolvê-la como defesa contra um ambiente familiar agressivo. Ser passivo é uma defesa: uma pessoa passiva é, na verdade, uma pessoa agressiva que não consegue se expressar. Nem o comportamento passivo nem o agressivo são saudáveis. Existem graduações de passividade, agressividade e assertividade, e a característica predominante pode dificultar o relacionamento com os outros.

Conhecer nosso comportamento é crucial para a autoanálise. Identifique suas dificuldades nos relacionamentos: você tem medo de ser percebido em um curso? Sente frio na barriga ao ir a lugares novos? Essas questões ajudam a entender nosso comportamento. É importante buscar conhecimento em psicologia, psicanálise e comportamento para aprender mais sobre si mesmo. Encarar-se com coragem revela nossa característica predominante: passiva, agressiva ou assertiva.

O passivo é encolhido; o agressivo busca briga; o assertivo equilibra as duas situações. Vamos explorar essas características, incluindo onde a depressão se encaixa. O passivo costuma andar de cabeça baixa, tem medo de responder e fala com tom de voz retraído. Na sala de aula, senta-se no fundo por medo de ser visto. Na rua, observa-se constantemente, preocupado com a percepção dos outros. Essa defensividade e tensão constantes impedem uma vida feliz e saudável. Precisamos de paz para produzir paz, cuidando da natureza, do planeta, da vida e das pessoas ao nosso redor.

Questões levantadas pelo material

  • O que é comportamento passivo?
  • Quais são os efeitos do comportamento passivo?
  • Quais são os sinais de comportamento passivo?
  • Como o ambiente familiar influencia o comportamento passivo?

Palavras-chave

passividadeagressividademedosomatização

Como citar

ESAGÜI, Moisés. Minicurso Aprenda sobre Comportamento Humano, Dia 2 - Comportamento Passivo. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 29 maio 2013. 1 vídeo (14 min 22 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/minicurso-aprenda-sobre-comportamento-humano-dia-2-comportamento-passivo/. Acesso em: 3 nov. 2026.

Minicurso Aprenda sobre Comportamento Humano, Dia 2 - Comportamento Passivo — Acervo CEC