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Práticas para a redução do estresse — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Érica Fukuyama e Maritza Rodrigues11 min de leitura

Automassagem, meditação, respiração dirigida e autopercepção ajudam a desacelerar o ritmo interno e a lidar com o estresse.

Práticas para a redução do estresse
Vídeo · 1 h 25 min · Assistir no YouTube

Resumo

O ritmo acelerado favorece a ansiedade; o autoconhecimento gradual e a evolução da consciência ajudam a manter a calma e a linearidade diante do estresse. As práticas começam com a observação do corpo e da respiração e seguem com uma automassagem baseada na drenagem linfática no pescoço, na face, nos braços e nas mãos, sem causar dor. Na meditação, a atenção vai da cabeça aos pés: inspira-se profundamente, retém-se o ar por três segundos e expira-se para liberar tensões. A autoavaliação permite perceber mudanças nos pensamentos, emoções e energia, que estão interligados. Ao final, exteriorizam-se energias pelas palmas das mãos aos amparadores espirituais para assistência.

Transcrição da fonte

O estresse é uma experiência universal, podendo manifestar-se de forma aguda ou crônica. Ansiedade, hipertensão, depressão e pânico são distúrbios diretamente relacionados ao estresse. Nossa evolução como consciências encarnadas na Terra integra a compreensão dessas questões.

Perceber quem somos e o que acontece internamente é um processo demorado. Muitos vivemos em um ritmo acelerado, que consideramos normal desde a infância. No entanto, esse ritmo não é natural. Transformamos o tempo em algo mais importante que nossa própria vida. Desde crianças, seguimos regras e horários, com pouco tempo para atividades lúdicas. A tecnologia também invade a vida infantil. Quando adultos, mantemos um ritmo frenético, muitas vezes sem perceber. Esse ritmo nos afasta de dificuldades emocionais, mas também nos impede de nos conectar conosco.

Criamos regras e objetivos que nos forçam a viver em alta velocidade, sem tempo para nós mesmos. Isso gera um processo ansioso: nossa velocidade interna precisa ser maior para atender às demandas externas, o que é prejudicial. Ao praticar meditação, mindfulness, pranayama e outras técnicas, buscamos diminuir nossa velocidade interna e nos conectar conosco. Precisamos avaliar nosso ritmo de vida e evitar esperar por doenças ou acidentes para parar. Mesmo que seja por cinco ou dez minutos, é essencial prestar atenção em nós mesmos e sentir como estamos.

Quais são os pensamentos que circulam incessantemente na minha mente? Quais são minhas emoções e angústias? Minha vida está indo bem? Não apenas em termos de atividades que consigo realizar, mas estou realmente aproveitando minha vida para crescimento, evolução, bem-estar, linearidade, paz e tranquilidade? Quando confrontamos nossas dificuldades, é difícil afirmar que estamos em paz, pois muitas vezes não temos tempo para sentir essa paz.

Durante as práticas, vamos desacelerar e realmente nos conectar conosco. Isso não acontece após uma ou duas práticas, nem em uma semana ou um mês. É preciso tempo para perceber, entender e mudar a vida. É necessário estabelecer esse objetivo e começar, pouco a pouco, a se conectar consigo mesmo. Uma vida agitada exige tempo para mudanças. Não é algo que se resolve de repente. É um processo de autoconhecimento, aprendizado e transformação. As práticas devem começar de forma simples, para realmente nos conectarmos conosco.

Avaliar constantemente o nível de estresse pode modificar nossa vida, pois o estresse afeta energeticamente e, com o tempo, somatizamos doenças e dores sem perceber a causa. Refletir sobre o estresse e aplicar técnicas pode ser transformador. Existem inúmeras técnicas, mas mesmo práticas simples podem melhorar nossa autopercepção. Situar-se melhor na realidade, perceber ações e encontrar formas de lidar com o estresse é essencial. Na área da saúde, manter a calma em situações de risco permite pensar e agir melhor.

Não se trata de agir lentamente, mas de manter a calma para agir rapidamente. Em situações de urgência, quem está emocionalmente equilibrado percebe melhor a realidade e ajuda mais eficazmente. É importante avaliar se estamos realmente em risco ou acelerando desnecessariamente, vivendo fora do tempo da realidade. Buscar tranquilidade no dia a dia é fundamental. Expressamos níveis elevados de estresse de forma crônica ou aguda.

A primeira prática é uma automassagem baseada na drenagem do sistema linfático. Estudos mostram que o toque pode reduzir o hormônio do estresse, cortisol, em até 31%, além de aumentar neurotransmissores como serotonina e dopamina, reduzindo significativamente o estresse. Mesmo sentado ou com pouco tempo, essa prática traz benefícios fisiológicos e energéticos.

Para realizá-la, sente-se sem cruzar os membros, para permitir maior fluxo energético. Feche os olhos, se desejar, e comece a perceber o próprio corpo. Ajuste-se em uma posição confortável. Se sentir algum desconforto, faça ajustes físicos para reduzi-lo, observando suas sensações corporais e energéticas. Avalie seu nível de estresse neste momento do dia. Apenas mantenha a atenção no presente, permitindo que as coisas estejam como estão. Se desejar, nomeie seu estado atual com base nesses parâmetros. Observe sua respiração sem influenciá-la, percebendo os movimentos naturais do corpo.

Com essa autopercepção aprimorada, iniciaremos a massagem. Essa massagem melhora a percepção corporal e facilita o funcionamento do sistema linfático, que drena líquidos em excesso e remove substâncias produzidas pelas células, retornando-as ao sistema circulatório. Também fortalece o sistema de defesa do corpo, armazenando células nos linfonodos, ou gânglios, parte do sistema linfático. Vamos trabalhar com esses vasos e linfonodos na face e nos braços.

Começaremos pela região do pescoço e cabeça. Com a ponta dos dedos, pressione suavemente a área acima das clavículas, onde há uma cadeia de linfonodos. A pressão deve ser firme, mas não excessiva. Em seguida, deslize os dedos atrás da orelha, onde também há linfonodos, até a região acima da clavícula. Repita esse movimento três vezes em ambos os lados.

Com os polegares, trabalhe a cadeia linfática abaixo do queixo, formando um V invertido. Comece na frente, abaixo do queixo, e deslize para trás até o final da mandíbula. Repita três vezes. Traga a linfa da mandíbula para trás da orelha e desça. Isso auxilia na remoção de resíduos do corpo. Após três repetições, use as pontas dos dedos para deslizar da região do queixo para a frente da orelha, três vezes. Deslize acima do lábio superior, do centro para a lateral, em direção à frente da orelha, também três vezes.

Deslize as pontas dos dedos acima do nariz para a lateral, até a frente da orelha, três vezes. Verifique se os ombros estão relaxados. Após a terceira repetição, relaxe os braços e perceba como está seu rosto, física e energeticamente. Note a diferença entre as regiões inferior e superior. Agora, deslize abaixo dos olhos até as têmporas, três vezes. Na sobrancelha, pressione com o polegar e indicador, deslizando do centro para as têmporas, três vezes. Em seguida, deslize os dedos do centro da testa para as têmporas, até a raiz do cabelo.

Traga o que acumulou na lateral do rosto de volta para a cadeia linfática. Comece nas têmporas, deslizando os dedos para a frente da orelha, três vezes. Depois, da frente para trás da orelha. Finalize deslizando do pescoço até a região supraclavicular, três vezes. Feche os olhos e perceba como está sua face agora. Note se houve mudanças desde o início.

Agora, vamos trabalhar o sistema de drenagem linfática dos membros superiores. Escolha um braço para começar. Com a mão oposta, esvazie a axila do braço escolhido, fazendo movimentos firmes de cima para baixo. Em seguida, deslize do cotovelo para a axila. Com os dedos, traga todas as faces do braço para a região da axila, deslizando pela parte anterior e posterior. Os movimentos são firmes, mas sem causar dor.

Deslize os dedos do punho até a fossa cubital, a dobra do braço, trazendo a linfa de todas as faces. Depois de trazer a linfa para essa região, deslize novamente para a axila, realizando três movimentos para drenar a linfa acumulada. Na mão, use os dedos indicador e polegar para drenar a linfa dos dedos, tanto na parte dorsal quanto ventral. Faça esse movimento da ponta até a base de cada dedo, três vezes, promovendo relaxamento e bem-estar. Repita o processo na outra parte da mão, sempre trazendo a linfa para a fossa cubital.

Movimente a linfa da palma da mão até a fossa cubital, três vezes, e massageie os dedos para esvaziar a região. Em seguida, leve a linfa para a axila, esvaziando-a de cima para baixo, também três vezes. Repita o procedimento no outro braço, começando pela axila e seguindo até a fossa cubital, drenando todas as faces do braço.

Na mão, realize o movimento de cima para baixo na lateral de cada dedo, observando as emoções e a percepção dos pensamentos. Finalize trazendo a linfa para a fossa cubital e, depois, para a axila, sempre com movimentos de cima para baixo. Relaxe os ombros e os braços, coloque as mãos sobre as coxas e feche os olhos, se estiver confortável. Observe as sensações nos braços, antebraços, mãos, pescoço, região supraclavicular e face. Mesmo que não perceba nada, toda ação e intenção geram movimentação energética, trazendo benefícios físicos e energéticos.

Avalie a respiração e o nível de estresse, tensão ou relaxamento, percebendo mudanças na produção mental. Esse tempo de avaliação é essencial para nos percebermos melhor e seguirmos nosso caminho evolutivo, cuidando de nós e dos outros. Reduzir a produção mental melhora a energia, expandindo o ambiente e influenciando as pessoas ao redor. Ao perceber a produção mental, entramos em contato com o que somos e produzimos. Podemos usar a respiração, exercícios físicos ou outras atividades para lidar melhor com situações estressantes, evitando gastar energia desnecessária.

Nossas emoções e pensamentos estão interligados à nossa energia espiritual. Se estamos ansiosos ou angustiados, isso afeta nossa produção energética e espiritual, podendo atrair assédios espirituais e piorar nossa situação. Falando em consciências evoluídas e em evolução da consciência: para cada pessoa há agentes estressores, como um luto, uma morte ou uma perda de emprego. Cada pessoa lida com situações de formas diferentes. À medida que crescemos como consciência, buscamos desenvolver recursos internos, tranquilidade e linearidade para enfrentar qualquer situação. Conforme evoluímos, situações que antes nos causavam estresse ou medo passam a ser enfrentadas com mais equilíbrio.

Consciências em níveis mais elevados lidam com as situações de maneira diferente. O objetivo é alcançar um estado em que nada nos tire do equilíbrio energético. Estamos constantemente praticando a tranquilização e o aquietamento, vivendo no presente com uma percepção ampla de nós mesmos, do ambiente e das pessoas ao redor. A meta é nos tornarmos consciências lineares, reduzindo os altos e baixos emocionais e mantendo uma paz interna constante.

A meditação começa com uma postura de vigília e atenção, mantendo o bom alinhamento da coluna e da cabeça, o foco e a intenção. Solte as tensões do corpo, relaxe as pernas e concentre-se no padrão respiratório, sem modificá-lo. Essa prática pode ser feita em qualquer momento do dia, promovendo relaxamento e atenção plena. Observe como a respiração acontece dentro do seu corpo, quais sensações ela traz, e utilize-a para promover um maior relaxamento ao expirar.

A respiração é capaz de trazer lucidez à mente, organização e energia para cada célula, promovendo alterações fisiológicas fundamentais para nossa vida no planeta. Além das alterações energéticas, ao inalar, trazemos o prana, a energia pura do universo, revigorando cada parte do corpo. A respiração também atua na esfera emocional, equilibrando e organizando internamente, proporcionando mais foco e capacidade de lidar com qualquer situação. A partir de agora, vamos direcionar essa respiração para cada parte do corpo.

Primeiro, sinta cada parte do corpo. Ao inalar, direcione o ar e a energia para essa área, expandindo ao máximo os pulmões. Ao atingir a capacidade pulmonar máxima, retenha o ar por três segundos, mantendo a área cheia de energia. Depois, solte o ar, liberando tensões, bloqueios e doenças, relaxando a região. Mantenha o foco mental na respiração e na frequência habitual. Agora, leve sua atenção para a cabeça, couro cabeludo, face, órgãos dos sentidos, cérebro, cerebelo e sistema nervoso central.

Perceba a importância dessas estruturas e, na próxima inspiração, sinta o ar preenchendo essa região, envolvendo todos os órgãos. Retenha o ar por três tempos e solte, liberando tensões e bloqueios. Perceba como essa região fica após retomar a respiração habitual, trazendo energia e vitalidade, melhorando o fluxo energético e a função fisiológica, reduzindo estresse, tensão, bloqueios, dores e doenças.

Com atenção e carinho, foque agora na região dos ombros, braço direito, antebraço e mão direita. Perceba a posição e o nível de relaxamento ou tensão dessas estruturas. Na próxima inspiração, leve bastante ar para essa região, como se fosse uma bexiga, preenchendo com energia, vitalidade e vigor. Retenha o ar por três segundos e, ao soltar, relaxe e traga fluidez e saúde. Compare o braço direito com o esquerdo. Agora, foque no ombro esquerdo, braço esquerdo, antebraço e mão esquerda.

Mantenha a respiração tranquila e, na próxima inspiração, preencha essas áreas com ar e energia, retendo por três segundos. Ao soltar, retire dores, tensões e bloqueios, percebendo como essa região fica. Volte a atenção para a região torácica, frontal, dorsal, costelas, músculos, órgãos protegidos pelas costelas, região abdominal, vísceras e pelve. Direcione o máximo de energia, preenchendo os pulmões e levando oxigênio para essas áreas. Retenha por três segundos e, ao soltar, libere bloqueios, dores, estresse e tensão. Observe como você se sente.

Agora, foque no membro inferior direito, coxa, perna e pé direito. Perceba a postura física e a parte energética dessas estruturas. Na próxima inspiração, preencha como uma bexiga, percorrendo a coxa, perna e pé direito. Retenha o ar e, ao soltar, retire tensão, desvitalidade, doença e dor. Compare com o membro inferior esquerdo. Foque na coxa esquerda, joelho, perna e pé esquerdo. Na próxima inspiração, direcione energia para essas áreas, retendo por três segundos. Ao soltar, retire bloqueios e tensões, percebendo como essas estruturas ficam.

Expanda a percepção para todo o corpo, observando o nível de tensão ou relaxamento. Nomeie o que percebe para maior consciência. Avalie como se sente energeticamente, se há sinaléticas, e observe o nível de atividade mental, buscando maior silêncio e tranquilidade. Compare a respiração e o batimento cardíaco, fazendo uma autoavaliação global. Essas práticas ajudam a focar no presente, percebendo recursos para lidar com pessoas e situações.

Agora, abra os olhos lentamente. Vamos exteriorizar energia para os amparadores espirituais do Centro de Estudos da Consciência. Realizamos um importante trabalho de assistência espiritual, no qual os amparadores utilizam as energias que doamos para auxiliar em curas e em locais que sofreram tragédias ou guerras, abrangendo todo o planeta. Basta levantar as mãos, focar a intenção nas palmas e sentir que suas melhores energias fluem por elas, direcionando-as mentalmente aos amparadores espirituais. Mantenha a intenção de auxiliar muitas pessoas.

Questões levantadas pelo material

  • Por que uma rotina agitada aumenta o estresse?
  • Como o autoconhecimento ajuda a reduzir o estresse?
  • Como fazer automassagem linfática para aliviar o estresse?
  • Como a evolução da consciência ajuda a lidar com o estresse?
  • Como usar a respiração para relaxar o corpo?

Palavras-chave

ansiedademeditaçãorespiraçãoautoconhecimentorelaxamento

Como citar

FUKUYAMA, Érica; RODRIGUES, Maritza. Práticas para a redução do estresse. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 8 maio 2024. 1 vídeo (1 h 25 min). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/praticas-para-a-reducao-do-estresse/. Acesso em: 3 nov. 2026.