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Desenvolvimento da Clarividência — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Érica Fukuyama e José Alexandre13 min de leitura

A clarividência pode ser desenvolvida com conhecimento e prática, que refinam a percepção de energias, auras e outras consciências.

Desenvolvimento da Clarividência
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Resumo

Todos podem desenvolver a clarividência com conhecimento, prática e abertura à realidade espiritual, superando medos que bloqueiam a percepção. Ela envolve os chacras, sem depender apenas da visão física, e pode se combinar com clariaudiência e intuição. Uma alimentação vegetal favorece a percepção energética, mas não é obrigatória. Na prática em casa, a limpeza energética e a presença de poucas pessoas ajudam a evitar turbulências. O espelho permite observar a aura, que muda com pensamentos e emoções. A conexão com amparadores de alto nível exige crescimento espiritual e disposição para ajudar por meio da exteriorização de energias pelos chacras palmares.

Transcrição da fonte

Clarividência é uma habilidade que todos podem desenvolver, não é um dom exclusivo. Com conhecimento, práticas e técnicas, qualquer pessoa pode aprimorar essa capacidade. Algumas pessoas podem ter mais facilidade devido a experiências de vidas passadas, mas é uma habilidade acessível a todos. Através dela, podemos ver energias, auras, duplo etérico, chacras, espíritos e outras consciências. Moisés Esagüi já tinha a capacidade de realizar projeção astral e clarividência aos sete anos e, ao longo do tempo, desenvolveu métodos para que todos possam aprimorar essas habilidades.

Lendas antigas falam de fadas e consciências da natureza. Em pesquisas, observaram-se fenômenos como folhas que se movem sem vento aparente, inclusive uma ou duas folhas de uma trepadeira na porta da casa de Érica, indicando a presença de consciências naturais. A clarividência permite ver o passado, ter precognições, visualizar o futuro e observar locais distantes, até mesmo fora do planeta. O potencial de crescimento é imenso.

Uma pessoa na Europa pergunta: quem tem problemas de visão está excluído de ver auras e energias? É interessante pensar nisso, pois usamos os olhos físicos para muitas coisas. Se eu tentar praticar clarividência sem óculos, a visão pode ficar embaçada. No entanto, com óculos, ou ajustando a distância, é possível praticar. Mesmo que a visão física precise de óculos, a clarividência pode permitir ver a aura como uma massa ao redor da pessoa, mesmo que não tão definida. Em alguns casos, é possível enxergar sem os olhos físicos, captando mais informações através dos chacras oculares. Os olhos físicos codificam o que os chacras captam, por isso as interpretações podem variar.

Quando praticamos, trabalhamos com nossos chacras e as frequências que eles podem perceber. Existe um trabalho conjunto com os chacras oculares e o chacra frontal, não se limitando apenas à parte física dos olhos, mas também à parte energética. No livro "As Sete Sementes de Tâmara", há uma história interessante sobre como um cego pode ver. Mesmo que a percepção física não funcione, isso não significa que a parte energética — os paraolhos, os chacras oculares e o chacra frontal — não possa ver. Para quem é cego ou tem visão reduzida, praticar clarividência é muito interessante, pois permite captar informações que os olhos físicos não conseguem, possibilitando caminhar como uma pessoa não cega. Não estamos limitados apenas à nossa parte física.

Uma pergunta interessante é se clarividência e clariaudiência estão interligadas. Algumas pessoas ouvem algo que não é físico, outras veem, e outras têm mais intuições. Essas percepções podem ocorrer separadamente ou juntas. Por exemplo, você pode ver algo sem ouvir nada, ou ouvir sem ver, ou ter ambas as informações simultaneamente.

Em uma experiência, durante uma caminhada com Moisés fora de São Damião, na volta do lago onde faziam exteriorização, não se viu o amparador, mas ouviu-se, o que foi necessário naquele momento. Isso mostra que podemos ter clarividência e clariaudiência separadas ou juntas, e uma pode completar a outra. Muitas vezes, ouvindo mentalmente, uma imagem pode surgir, como uma intuição. Durante práticas de clarividência, é comum ter sentimentos ou intuições sobre as imagens vistas. Essas percepções não ocorrem isoladamente; visão, audição e sensação estão interligadas. Didaticamente, separamos clarividência, clariaudiência e intuição, mas, na verdade, são um conjunto de percepções.

Uma ouvinte perguntou sobre a recomendação de fazer exercícios de clarividência em casa. É possível praticar sozinho ou em dupla. Ao fazer exercícios em casa, é importante preparar o ambiente, pois consciências espirituais podem se manifestar. Recomenda-se uma limpeza energética do ambiente antes de começar. Isso inclui preparar o quarto ou sala, ajustar a luminosidade e realizar a exteriorização de energias através dos chacras palmares.

É essencial elevar os pensamentos e sentimentos, exteriorizando energias positivas para que consciências não alinhadas com esse padrão não perturbem a prática. A exteriorização pode durar de 3 a 10 minutos, dependendo da necessidade. Após o tempo determinado, finalize a exteriorização para garantir um ambiente harmonioso tanto no início quanto no final da prática.

Quando estamos em um local preparado para práticas com várias pessoas, como no CEC em São Damião, a situação é diferente de nossa casa, pois aquele local foi preparado para práticas espirituais e energéticas. Quando muitas pessoas entram em sua casa para uma prática de clarividência, cada uma traz seus acompanhantes espirituais. O exemplo soma 225 espíritos; José Alexandre cita uma sala com 250 consciências encarnadas e desencarnadas. Essa quantidade pode causar uma turbulência energética e espiritual, levando a insônia, cólicas e outras sensações desconfortáveis. Não é para assustar, mas para informar. Realizar práticas em casa é diferente de reunir muitas pessoas, o que pode deixar o ambiente energeticamente turbulento.

Locais preparados oferecem um ambiente adequado para evitar essa turbulência. Inicialmente, pode parecer que todos estão com a mesma intenção, mas a presença de muitas consciências, encarnadas e desencarnadas, gera uma carga energética densa. Isso pode resultar em sensações físicas como formigamento, sono e outras sinaléticas. É aconselhável realizar práticas com o menor número possível de pessoas, ou em locais preparados.

Um ouvinte pergunta sobre como exteriorizar energia de forma eficiente no ambiente. Durante a prática de clarividência, você pode exteriorizar energia para o ambiente. A limpeza energética pode ser feita diariamente, cômodo por cômodo, ou de uma vez só. Se sentir necessidade de uma limpeza mais profunda, explore cada ambiente para avaliar suas necessidades.

Uma ouvinte pergunta se uma imagem que surge do nada na mente é clarividência. Pode ser, mas também pode ser um pensamento próprio ou de outra consciência. Essa imagem pode estar relacionada a algo físico ou ser uma clarividência viajora, onde se vê algo distante. A clarividência é um campo de estudo amplo, e focar na imagem pode ajudar a extrair mais informações e entender sua origem.

Um ouvinte pergunta sobre conexão com amparadores. Amparadores são consciências que nos acompanham, geralmente familiares ou amigos falecidos com afinidade energética. Embora tentem nos amparar, são mais acompanhantes do que amparadores no sentido estrito. Por exemplo, se eu falecesse no meu atual nível evolutivo, poderia querer ficar ao lado de alguém por sentir essa proximidade energética. No entanto, se meu nível não for o de um amparador de alto nível, tentaria ajudar de alguma forma. Assim, mesmo após a morte, podemos tentar ajudar aqueles que amamos.

Existem consciências próximas a nós, semelhantes a nós, e também amparadores de alto nível, que já não encarnam mais e não utilizam chacras emocionais, não tendo emoções ou reatividade. Esses amparadores são chamados de amparadores de programação existencial, responsáveis por auxiliar no encarne e desencarne. Quando nascemos, dependemos do amparador de programação existencial para conectar nosso espírito ao corpo físico. No momento do falecimento, precisamos de um amparador de alto nível para desligar nosso corpo astral do corpo físico, através do chacra cardíaco. É importante entender como nos conectar com esses amparadores.

Podemos tentar essa conexão com amparadores de alto nível. O que despertou interesse foi ouvir que a oração precisa ser sentida, não repetitiva. Repetir orações sem sentimento, independentemente da religião, torna-se maçante para as consciências com quem tentamos nos comunicar. O importante é falar com sentimento, seja qual for a oração, com intenção e consciência do que se está dizendo.

Se queremos a ajuda dos amparadores, precisamos nos comunicar de forma presente e intencional, não apenas pedindo, mas nos implicando na questão. O ponto principal é se implicar: estar disposto a trabalhar e melhorar, buscando um caminho bom para si e para os outros. Não é só pedir, mas agir, não ficar apenas sentado esperando. Sobre amparadores de alto nível: para ter contato com eles, precisamos crescer espiritualmente. Um exemplo é a imposição de mãos e a tarefa assistencial diária, na qual doamos nossas melhores energias aos amparadores, que atuam em diversas situações, como zonas de guerra, doenças e catástrofes.

Disponibilizar-se por 10 minutos diários para exteriorizar energia aos amparadores é um início para conectar-se com eles. Esse movimento de se tornar uma ferramenta e doar energia é uma forma de iniciar um trabalho de conexão com amparadores de alto nível. José Alexandre comentou que podemos começar a ouvir orientações, ver imagens que nos guiam, conectando-nos com clarividência, clariaudiência, intuição e amparadores.

Isso pode ser parte do duplo etérico, um envoltório energético próximo ao corpo físico, que pode parecer opaco, mas também brilhante. O exalar energético pode ser percebido como uma espécie de fumaça ou uma onda de calor. Com a prática, essa percepção se torna mais clara e nítida, permitindo identificar e interpretar melhor o que se observa. A clarividência é algo que se desenvolve ao longo do tempo, como um quebra-cabeça que vamos montando. Às vezes, o que pensamos ser uma coisa pode se revelar outra, dependendo da nossa interpretação.

Uma ouvinte perguntou sobre o significado da cor verde na aura de sua filha, especialmente ao redor da cabeça. Essa questão é interessante, pois cada pessoa e consciência, dependendo do nível de evolução, enxerga cores, matizes e espectros diferentes. A aura é formada pela exteriorização de energias através dos chacras, criando um ovo energético ao redor do corpo, que não deve ser confundido com o duplo etérico, que é mais próximo do corpo físico.

Para a maioria das pessoas, a aura é multicolorida e muda de cor conforme as emoções e pensamentos. Por exemplo, se estou perto de alguém de quem não gosto, minha aura tende a se afastar; se gosto da pessoa, minha aura se aproxima. Estudar a aura é fascinante, pois ela pode assumir diferentes formas e cores dependendo do estado emocional, como quando estamos com raiva e a aura se torna espinhuda ou lança energias em forma de flechas.

A aura não possui uma única cor, mas é multicolorida e muda constantemente. Observar e anotar as mudanças na aura de diferentes pessoas pode revelar como as cores se relacionam com seus pensamentos e emoções. Cada pessoa é única, e a percepção das cores varia conforme o nível evolutivo e a produção energética do momento. Estudar o comportamento é essencial para correlacionar o que observamos com o que a pessoa expressa. Uma mesma cor pode representar diferentes estados emocionais em momentos distintos. O vermelho, por exemplo, geralmente está associado ao chacra básico e pode indicar emoções densas, como raiva. Se perceber um vermelho intenso emanando da parte inferior do corpo de alguém, é melhor se afastar.

Ver o prana é uma forma de clarividência. Para isso, basta olhar para o céu contra o sol, sem olhar diretamente para ele nem ofuscar a vista, e observar pequenos pontos luminosos prateados. Com prática, é possível ver o prana em ambientes internos e compará-lo com o ambiente externo. Todos podem ver o prana, pois a clarividência é uma capacidade inerente a todos nós. No entanto, é necessário abrir espaço interno e aceitar essa habilidade.

Muitas pessoas bloqueiam a clarividência por preconceitos ou por não quererem ver o que consideram desagradável. Estudar e interagir com a realidade espiritual ajuda a remover esses bloqueios, permitindo uma visão mais ampla e verdadeira do mundo espiritual. Um ouvinte pergunta sobre a alimentação ideal para desenvolver a clarividência. Muitos optam por uma dieta vegetariana. Essa escolha não se limita ao aspecto físico, mas também ao energético. Alimentos densos, como carne e gordura, possuem uma energia mais pesada, dificultando a circulação no corpo energético e se conectando mais aos chacras inferiores.

Ao adotar uma alimentação mais leve e vegetal, trabalhamos com energias que circulam melhor e se associam aos chacras superiores. Isso favorece a percepção astral e energética, incluindo a clarividência. Não é que você não possa comer carne para desenvolver a clarividência, mas experimentar uma dieta mais sutil pode revelar diferenças significativas nas práticas espirituais. Além da alimentação, o consumo de álcool também pode ser problemático, pois atrai consciências espirituais etilistas, que podem se ligar a você como um assédio espiritual.

Assim como alimentos densos atraem consciências densas, experimentar uma dieta vegetariana por uma semana pode mostrar a diferença nas práticas energéticas. O uso do espelho no exercício de clarividência serve como um referencial para auto-observação. Você pode perceber seu duplo etérico, aura, chacras e as consciências ao seu redor sem a interferência de outra pessoa. Isso permite tirar conclusões próprias e entender melhor quem está à sua volta. Essa prática é uma forma de pesquisa pessoal, na qual você pode registrar suas observações diárias e analisar mudanças no estado emocional, físico e energético ao longo do tempo. O espelho é uma ferramenta valiosa para o autoconhecimento e estudo da clarividência.

Um ouvinte pergunta sobre as cores das frequências da aura. No espectro eletromagnético, cada cor tem uma frequência diferente. Moisés percebe as cores de forma única. Por exemplo, ele vê o amarelo como uma tonalidade azul. Isso mostra a complexidade de associar cores a chacras e frequências, pois a percepção muda conforme a evolução da consciência. A pergunta é se desenvolver a clarividência fora do tempo certo pode causar transtornos. Muitas pessoas bloqueiam a clarividência por medo ou negação. Em casos específicos, como doenças mentais ou traumas, a percepção pode ser mais aguçada como forma de autodefesa. O trabalho aqui é entender e aceitar mais sobre a clarividência.

Seria tranquilo saber o dia da sua morte? Quando alcançamos um nível elevado de crescimento espiritual, podemos aceitar e saber como e quando morreremos. A aceitação, o medo e a negação estão interligados nesse processo. A compreensão espiritual e energética é limitada enquanto não trabalhamos aspectos como comportamento, aceitação e medo. Moisés observou que, mesmo quando negamos, nossa aura revela os espíritos que percebemos. Muitas vezes, percebemos coisas através dos chacras e dos olhos, mas não nos tornamos conscientes disso. Portanto, é importante não temer essas percepções.

À medida que lidamos melhor com a realidade espiritual, começamos a enxergar mais. Uma questão interessante foi levantada por alguém que pratica meditação e técnicas de clarividência há oito anos, mas sente sono e não obtém resultados. Isso pode ocorrer por cansaço acumulado ou porque algumas práticas são hipnóticas, induzindo ao sono. Além disso, a falta de limpeza energética do ambiente pode causar turbulência, afetando a prática.

A prática de projeção astral também pode ser desafiadora, pois fomos condicionados a dormir ao deitar. É preciso mudar essa chave para se manter desperto durante os exercícios. A percepção desses momentos é crucial. A prática e a abertura espiritual não têm limites, e somos nós que os impomos. A partir do momento em que nos tornamos ferramentas para o plano espiritual, eles nos ajudam a aprimorar nossas capacidades. Isso é um trabalho importante.

Um exercício de exteriorização de energias para os amparadores espirituais pode ser realizado. Sentem-se confortavelmente, com a coluna ereta, e concentrem-se nos chacras palmares, elevando pensamentos de paz, amor e harmonia. Direcionem as energias pelas palmas das mãos para os amparadores, que as utilizarão em curas e auxílio global. Este exercício dura cinco minutos e constitui uma forma de contribuir com o planeta.

Mantenham em mente que estão direcionando suas energias para os amparadores espirituais. Procurem sentir a saída da energia pelas palmas das mãos, mantendo uma respiração tranquila e um estado de foco e serenidade. Cultivem um sentimento de profunda gratidão por poderem auxiliar com suas energias. Lembrem-se de que outras pessoas necessitam de assistência espiritual.

Questões levantadas pelo material

  • Quem tem problemas de visão pode desenvolver a clarividência?
  • Como preparar o ambiente para praticar clarividência em casa?
  • Como se conectar com amparadores espirituais?
  • Como interpretar as cores da aura?
  • Como a alimentação influencia a clarividência?

Palavras-chave

clarividênciaauraamparadores espirituaislimpeza energéticaexteriorização de energia

Como citar

FUKUYAMA, Érica; ALEXANDRE, José. Desenvolvimento da Clarividência. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 26 jun. 2024. 1 vídeo (1 h 17 min). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/desenvolvimento-da-clarividencia/. Acesso em: 3 nov. 2026.

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