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A Ansiedade e seus reflexos espirituais — YouTube do Acervo CEC

Narrado por Andrea Murad e Patrícia Cabral13 min de leitura

A ansiedade afasta do presente, desorganiza os chacras e dispersa energia; presença, respiração e mudanças graduais ajudam a reduzi-la.

A Ansiedade e seus reflexos espirituais
Vídeo · 1 h 17 min · Assistir no YouTube

Resumo

A ansiedade é uma velocidade emocional incompatível com a realidade: afasta do presente e desestabiliza os chacras. A pressa normalizada dificulta percebê-la, e tanto o ambiente quanto os acompanhantes espirituais semelhantes a nós podem intensificá-la. Mesmo ligada a algo positivo, ela provoca perda de energia e libera energia densa no ambiente. A melhora depende de observar a aceleração nas pequenas ações e fazer mudanças graduais: organizar a vida, reduzir obrigações excessivas e cultivar presença e aquietamento com respiração e meditação. Nas relações, é preciso aprender a se posicionar e expressar como a velocidade do outro nos afeta, adequando a comunicação a cada pessoa.

Transcrição da fonte

A conversa sobre ansiedade se insere em um estudo mais amplo sobre espiritualidade, energias e comportamento humano. O foco é desenvolver uma espiritualidade saudável, em que cada um possa vivenciar suas próprias experiências, em vez de depender de crenças alheias. A ansiedade é uma questão global, mas o Brasil se destaca como o país mais ansioso do mundo. Isso reflete diretamente na espiritualidade e no comportamento das pessoas. A comunicação rápida e superficial exemplifica a pressa e a falta de tempo interno que muitos enfrentam.

A ansiedade é um desafio que afeta muitos, e é essencial abordá-la com calma e profundidade. Todos os meios estão contaminados por uma velocidade intensa, que já se tornou padrão. Quando algo se torna comum, é difícil retroceder, pois as pessoas já se basearam nisso, não apenas fisicamente, mas também espiritualmente.

Devemos lembrar que somos uma célula multidimensional. Nosso corpo e o planeta são células multidimensionais, e tudo o que acontece ocorre em todas essas dimensões. Se olharmos para o que acontece primeiro no plano espiritual e depois no físico, especialmente em relação à ansiedade, podemos entender melhor a realidade. Esse olhar clarividente nos ajuda a compreender o que está acontecendo.

Uma frase do livro "O Outro" faz um paralelo entre comportamento e espiritualidade: quando alguém sofre de ansiedade, está em uma velocidade emocional incompatível com a realidade, seja pensando mais rápido do que age ou agindo mais rápido do que pensa. Isso coloca a pessoa fora do momento presente. O oposto da ansiedade é a presença, estar no aqui e agora. A ansiedade tem solução, mas requer um caminho oposto ao que estamos acostumados, já que a sociedade nos estimula à velocidade. Essa velocidade incompatível com a realidade nos coloca em qualquer lugar, menos no presente. As mídias atuais nos permitem escutar rapidamente, mas isso nos faz querer eliminar o processo, como ler um livro apenas para terminá-lo. Perdemos o sentido das coisas, apenas eliminando nossa vida.

Se falamos de ansiedade, é crucial avaliar o quanto estamos presentes no que fazemos. Estamos realmente vivendo ou apenas eliminando e correndo, com sintomas físicos e espirituais? Antes de entrar no espiritual, é importante reconhecer a dificuldade em identificar a ansiedade. Muitas vezes, perdemos a referência do que é estar presente, ter um tempo e espaço internos saudáveis. Desde o nascimento, mesmo que a família já expresse e trabalhe esses conceitos, não estamos isentos da aceleração. O Brasil é o país número um em ansiedade, e isso se reflete em nossa energia e ambiente.

Vivemos em um núcleo familiar, bairro, cidade e país, todos interconectados. Se morarmos em um local tranquilo, a afetação é menor, a menos que usemos redes sociais. Tudo é energia, e viver em uma cidade com buzinas e caos nos afeta, mesmo que tentemos ser diferentes.

Todas as velocidades, tanto as que percebemos quanto as que não percebemos, estão impregnadas no ambiente. Se olharmos do ponto de vista espiritual, uma cidade seria vista como uma "gosma energética", uma energia densa resultante do acúmulo das energias de muitas pessoas. Não é apenas a energia que produzimos que se espalha, mas todas as informações sobre quem somos, incluindo nossa velocidade. Assim, é impossível não nos contaminarmos, a menos que estejamos em um estado de chacra superior. Mesmo assim, ainda seremos afetados, embora não nos tornemos aquilo exatamente.

A energia pode nos prejudicar de alguma forma. A questão é: conseguimos perceber se somos ansiosos? Perdemos o referencial de uma velocidade saudável e só notamos quando o incômodo se torna insuportável. Por exemplo, alguém pode identificar sua ansiedade ao fazer uma apresentação no trabalho ou faculdade, sentindo nervosismo e desorganização. A ansiedade se manifesta nos chacras inferiores, e quanto maior, mais desorganizada a pessoa fica, perdendo discernimento, suando frio, tendo dor de barriga. A pessoa percebe que a ansiedade lhe faz mal em situações críticas, mas na verdade, ela é ansiosa o tempo todo.

Se compararmos com alguém que faz mudanças comportamentais há algum tempo, o que é ansiedade basal para essa pessoa pode ser um pico de ansiedade para outra. As mudanças de comportamento nos tornam mais estáveis, permitindo que percebamos como éramos antes, acelerados e ansiosos, perdendo energia e ficando exaustos. Isso nos leva a refletir sobre nosso nível de ansiedade de 0 a 10.

Um exercício proposto é rever nosso dia a dia. Muitas vezes, não estamos presentes em ações simples, como colocar a chave na porta. Estamos sempre pensando na próxima etapa, perdendo o contato com o momento presente. Isso nos impede de viver nossa própria vida, pois estamos sempre vivendo expectativas, medos e anseios. Nossa memória se enfraquece, pois não estamos presentes no que deveríamos viver. Quanto mais afastados da realidade, mais ansiosos ficamos, fora do "aqui e agora".

O trabalho com aquietamento e presença, desenvolvido há três semanas, vai na contramão da ansiedade. Uma experiência ilustrativa foi compartilhada na área de membros, nesta segunda-feira, por alguém que começou a observar seu nível de aceleração e ansiedade. A normalização de tudo faz com que não percebamos isso; achamos que é normal. Usamos o recurso de 2x para escutar, assistimos apenas 15 segundos de um vídeo, não temos paciência e não conseguimos ficar sozinhos com nossos pensamentos. Isso se tornou normal.

Com o trabalho de autoconhecimento, essa pessoa começou a observar o quanto estava acelerada e como isso afetava seus filhos. Antes, ela os apressava para comerem e se vestirem rapidamente por causa de seus próprios afazeres. Agora, está fazendo o caminho contrário. Ela pediu ao filho para encher o garfo novamente só depois de engolir, enquanto antes incentivava a rapidez para poder seguir com suas tarefas. Outros exemplos mostram que não tinha consciência da velocidade em que vivia e agora está revertendo isso.

Foi interessante ver como essa pessoa percebeu que projetava sua velocidade na família e até no funcionário. Começou a transformar isso em algo saudável. A ansiedade pode ser percebida assim. Quando mudamos, não precisamos conversar diretamente sobre tempo e velocidade; somos seres referenciais. Quando alguém muda, as pessoas ao redor percebem e isso pode influenciar positivamente.

Uma pergunta surgiu sobre ansiedade em níveis patológicos, com sintomas como suor nas mãos, tremores e insônia. Dormir demais também pode ser um sintoma, pois podemos ser energeticamente sugados por nós mesmos e por espíritos ao nosso redor. É importante observar nosso nível de ansiedade antes que se torne patológico. Muitas vezes, não percebemos nossa velocidade e ansiedade. Parar e refletir pode ajudar a fazer o caminho contrário.

Quando alguém pergunta se dá para melhorar, a resposta é sim. Embora a ansiedade possa ser uma característica de várias encarnações, não é um diagnóstico permanente. Podemos mudar, mas isso requer esforço. Um ouvinte é um exemplo de alguém que percebeu sua aceleração e começou a se observar. O primeiro passo é perceber o nível de ansiedade, observar como fazemos as pequenas coisas e perceber nossos passos. O andar do ansioso é sempre apressado, perdendo a velocidade natural e saudável. O caminho de volta é a presença, a tranquilidade e o aquietamento. Estar presente não é fácil, mas é essencial.

Precisamos nos esforçar para estar no momento presente, pois não estamos mais acostumados a isso. O caminho de volta envolve práticas espirituais e meditação, pois todas as meditações trabalham a respiração, que nos traz para o momento presente. Esse estado de consciência nos permite desacelerar e estar verdadeiramente presentes, seja comendo ou ouvindo alguém. Avaliar o quanto escutamos, em vez de já pensar na resposta, é uma medida de quão acelerados estamos.

Nossa vida está conectada a tudo ao nosso redor; não somos isolados no planeta Terra. Integrar-se é entregar-se à percepção e ao contato. Para isso, precisamos de tempo e espaço, permitindo que o externo entre em nós, com espaço interno e tempo para observação, relação e contemplação. Hoje, poucos conseguem, como nossos avós, sentar e olhar o céu sem pressa. A maioria vive em inquietação, sempre em alta atividade. Pensando em evolução espiritual, sair dos chacras inferiores rumo ao chacra coronário envolve relação com tudo ao nosso redor, mas só conseguimos isso em estado de presença. Na ansiedade, não adianta correr no trânsito e depois tentar práticas espirituais. O resultado é proporcional à nossa relação conosco.

No caminho de melhora, além de viver no presente, é importante observar o quanto nos superlotamos. Sem tempo para nós mesmos, corremos atrás de tudo, especialmente nas grandes cidades, onde fatores externos nos afetam. Corremos em busca de tempo interno, mas nos perdemos, superlotados de afazeres e obrigações autoimpostas. Algumas pessoas não suportam deixar mensagens sem resposta, considerando isso respeito ao outro, mas isso reflete nossa incapacidade de esperar.

Vivemos comprimidos, sem tempo para refletir, apenas correndo para suprir necessidades ansiosas. A comunicação rápida é uma constante em nossas vidas, com demandas de trabalho e família. Algumas pessoas enviam mensagens e ligam em seguida para garantir atenção. Como lidar com diferentes níveis de solicitações? O caminho ideal seria cada um esperar seu tempo, mas, em algumas relações pessoais, responder rapidamente pode diminuir a evocação e seus efeitos sobre nós.

Experiências energéticas mostram que, em alguns casos, responder rápido é melhor. Para uma pessoa específica, mudei o toque do celular, pois sei que a resposta rápida é importante para ela. Faço isso porque aprendi que podemos ser uma ótima influência na vida dos outros, mas não podemos mudá-los. Como nos encaixamos nesse contexto de ansiedade e solicitações? É uma grande reflexão para cada um encontrar seu caminho. O foco deve estar na prática e no sentir. Diante de muitas pessoas querendo falar conosco, precisamos avaliar: quanto ressinto, quanto não ressinto, que recursos encontramos?

A ansiedade tem múltiplas origens: medos, meio em que vivemos, entre outros. Geralmente, são todos esses fatores combinados. A ansiedade se expressa de várias formas desde a juventude. Nossos mecanismos de defesa se projetam em situações desnecessárias. Você pode estar fazendo algo agradável, como compras, mas tudo precisa ser rápido. A vida passa e você nem percebe o que fez, vivendo um futuro que nem sabe qual é.

Hoje, somos todos coelhos da Alice, com pressa, mas sem questionar o porquê. Às vezes, não precisa, vai dar tempo. Um integrante do grupo percebeu que se apressava para buscar o filho na escola, embora não estivesse atrasado. Organização também ajuda a reduzir a ansiedade. O meio nos afeta, então, para não ficarmos ansiosos por perder algo importante, como um horário, saia mais cedo e organize sua vida. Depois, pode pensar em mudar, mas a organização reduz a ansiedade.

A clarividência e a experiência própria nos mostram que andamos acompanhados daquilo que somos. Isso foi um grande choque para muitos no início do trabalho espiritual. Como meus amparadores espirituais poderiam ser iguais a mim? Hoje, eu até trocaria o termo "amparadores" por "acompanhantes espirituais". O termo "amparador" pode dar a impressão de que alguém está nos sustentando, mas na verdade somos acompanhados por consciências espirituais que não têm mais corpo físico, mas que são semelhantes a nós. Em qualquer processo, seja ansiedade, depressão, raiva ou ciúmes, os espíritos que nos acompanham são muito similares a nós, estão no mesmo nível, e isso dificulta nossa evolução.

Compartilhamos energia densa com esses espíritos. Se temos, por exemplo, uma mãe desencarnada que era ansiosa, ela pode continuar nos influenciando, nos incitando a agir de acordo com suas crenças e ansiedades. Sem o corpo físico, esses espíritos podem nos influenciar a ponto de sentirmos picos de ansiedade e perda energética sem entender o motivo. Existe uma parte espiritual significativa que não enxergamos e que pode piorar nosso estado emocional.

Além da influência espiritual, há a nossa composição como seres humanos. Habitamos um corpo físico e também corpos espirituais, como o mental e o astral, que possuem chacras. Quando falamos de ter um tempo e uma velocidade saudáveis, referimo-nos ao funcionamento adequado dos nossos chacras, que captam e exteriorizam energias. Não devemos confundir lentidão com equilíbrio. Os chacras são fundamentais para entender tudo o que nos acontece, desde doenças até processos de cura e dificuldades.

À medida que assumimos novas velocidades emocionais, isso se reflete energeticamente. Podemos perder a leitura saudável dos chacras que talvez tivéssemos há séculos. Hoje, o estímulo para que eles estejam acelerados é muito grande. Assim como uma célula tenta se manter saudável em meio a bilhões de outras, nós também enfrentamos desafios para manter a saúde energética. Quando os chacras mudam de velocidade, isso pode indicar um trabalho patológico, contrário a uma condição emocionalmente estável.

A questão do que é "normal" ou "saudável" é importante. Sentir ansiedade é comum até certo ponto, mas não é saudável. Ansiedade faz parte dos mecanismos de defesa, mas nosso objetivo é crescer e superar respostas instintivas. Ansiedade é sinônimo de instabilidade, e instabilidade não é saudável. Entender o processo energético nos ajuda a perceber que a ansiedade desestabiliza nosso trabalho de chacras e nossa relação com o presente.

Ouvi alguém dizer que o estresse não é necessariamente ruim; existe o estresse positivo e o negativo. O estresse positivo ocorre em situações como preparar-se para uma viagem, gerando um estresse natural, mas para algo bom. O estresse negativo é aquele que se acumula, gerando tensão no trabalho e outras consequências, crescendo internamente. Quando vinculamos o estresse a um ganho secundário positivo, parece que ele está sob controle. No entanto, qualquer processo que resulte em perda de energia, como a ansiedade, nos coloca em um estado instável, dispersando energia no ambiente e dificultando o controle do ego no trabalho e na vida.

Preparar uma mala ou planejar uma viagem pode ser uma experiência feliz e expansiva, mas frequentemente adicionamos estresse a essas atividades. Precisamos desmistificar isso. Mesmo a ansiedade por algo positivo sofre influências espirituais ao nosso redor. A ansiedade, independentemente do resultado, gera uma energia densa que é lançada no ambiente, beneficiando as consciências presentes e tendendo a atrair mais consciências ao local.

Uma pergunta surgiu sobre como podemos nos comunicar melhor com pessoas emocionalmente aceleradas. Moisés disse que viver em paz deveria ser um objetivo para todos, e que ninguém deve nos contaminar com sua energia. Embora isso possa parecer utópico, é importante não nos deixarmos contaminar. Pessoas ansiosas podem ser agressivas, e a comunicação assertiva é essencial. No entanto, quem está em alta velocidade emocional muitas vezes não escuta. É importante tentar se comunicar, encontrar o momento certo e expressar como a velocidade do outro nos afeta.

Não há regra geral para comunicação; cada pessoa requer uma abordagem diferente. Nossa obrigação é tentar mostrar como a velocidade do outro nos afeta, podendo até nos adoecer. Aprender a não se envolver e a se posicionar é fundamental para não sermos contaminados pela energia dos outros. A prática de doação de energia dura cinco minutos. Aproveite esse tempo para avaliar sua capacidade de presença: observe quantas vezes sua mente se desvia e para onde ela vai. Isso ajuda a medir sua presença. Concentre-se na respiração, trazendo sua mente para o momento presente. Respire profundamente, mantendo o foco na respiração. Esfregue seus chacras palmares para trazer atenção e foco. Abra as mãos e inicie a doação de energia.

Mantenha a respiração profunda, imaginando o ar sendo direcionado ao coração. Sinta o coração agradecido por participar de um trabalho maior. Perceba os batimentos do coração e o movimento do peito. Quando sentir o pulsar do coração, tente percebê-lo nas palmas das mãos. Continue respirando e direcionando o ar ao coração, sentindo o pulsar dos chacras palmares e o trabalho energético. Se os pensamentos se desviarem, traga-os de volta ao foco na respiração e no trabalho energético, agradecendo por participar. A exteriorização está finalizada. Não há milagre; continue se observando e fazendo mudanças pequenas e gradativas.

Questões levantadas pelo material

  • Por que a ansiedade nos afasta do momento presente?
  • Como reconhecer a ansiedade no dia a dia?
  • Como praticar a presença para reduzir a ansiedade?
  • Como os espíritos podem intensificar a ansiedade?
  • Como a ansiedade afeta o funcionamento dos chacras?

Palavras-chave

ansiedadeviver o presentechacras emocionaisperda de energiatempo emocional

Como citar

MURAD, Andrea; CABRAL, Patrícia. A Ansiedade e seus reflexos espirituais. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 24 abr. 2024. 1 vídeo (1 h 17 min). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/a-ansiedade-e-seus-reflexos-espirituais/. Acesso em: 5 nov. 2026.