Resumo
A depressão é uma desvitalização global que pode ser resolvida, dependendo do tipo e da gravidade. Exercícios, amizades e artes movimentam as energias dos chacras e dificultam a sintonia do assédio espiritual. Ter um objetivo e trabalhar também pelos outros dão sentido à vida. No luto, seguir adiante pode ajudar a superar uma depressão leve; não aceitar a morte pode torná-la crônica. Buscar ajuda profissional é importante para compreender as dificuldades e evitar o agravamento. Se a pessoa resistir a buscar essa ajuda, conversar seriamente com ela e convidá-la para palestras, sem forçar, pode abrir caminho.
Transcrição da fonte
Na bioenergia, praticam-se exercícios e posturas corporais que ajudam a desmanchar os bloqueios causados pelas emoções reprimidas. As emoções reprimidas vão ficando na musculatura, e a gente vai ficando com dores. Esses exercícios são muito saudáveis e podem ser praticados por pessoas de todas as idades. Então, você não precisa se preocupar: "Puxa, eu já tenho uma idade avançada."
Quando alguém me diz: "Eu tenho sessenta anos, eu tenho cinquenta anos, eu tenho setenta anos", respondo: "Se você tivesse só isso, você seria muito jovem. Você tem uns trezentos mil anos, duzentos mil anos, cem mil." É alguma coisa assim. Todos nós somos consciências que já estão aqui na Terra há muito tempo. A pessoa nasce já com cem mil anos. Ninguém nasce com um aninho, com um mês; não é nada disso. Então, o que temos que fazer é continuar a nossa vida trabalhando muito, porque essa oportunidade reencarnatória é muito importante para nós. Vamos aproveitá-la.
Uma pessoa pergunta: "Já tive várias crises de depressão, mas sem saber que era depressão. Achava que era uma fase difícil devido aos problemas do dia a dia. Na última crise mais forte, descobri que era depressão. Aí me tratei e melhorei. Mas ouço dizer que depressão não tem cura, que ela sempre volta. Então, queria ouvir a sua opinião, Moisés: vou ter depressão para o resto da vida?"
Há vários motivos para você cultivar a sua depressão e vários motivos para sair dela. Alguns motivos para cultivar a sua depressão: não faça nada, fique na sua casa parado. Não tenha nenhuma atividade nem contato social. Assim, a sua depressão vai ficando cada vez melhor, mais depressiva. Pratique a maledicência, a raiva, o ódio. Faça maldade para os outros, sinta raiva diariamente. Fique achando que o outro tem culpa da sua infelicidade; isso a gente sempre acha. Não pratique esporte nenhum, não faça nada de esporte, não faça uma caminhada, não faça nada. Arrume desculpas para não fazer nada.
Você vai estar criando uma belíssima depressão. E essa depressão tem uma coisa boa: você vai carregando de vida para vida. É uma criação que só vai piorando a coisa. Ou então, o contrário: você quer sair da sua depressão? Quer ter certeza de que vai se constituir diferente?
A depressão é uma desvitalização global. Você fica totalmente desvitalizado. Quando faz tudo isso que falamos, está criando a depressão. Agora, pratique esporte, tenha um círculo de amigos, converse com as pessoas, tenha um objetivo na vida. Busque o seu crescimento e leituras boas; isso é importante. Leituras de qualidade, não essa leitura superficial, que não leva a gente a lugar nenhum, a não ser à massagem do ego. Tenha pelo menos um amigo em quem possa confiar e a quem possa contar as coisas que o incomodam, fazer trocas e ouvir a pessoa também. Tenha uma atividade com artes, por exemplo, pintura; aprenda a pintar. Isso é muito saudável. Imagine você pintando um quadro, vendo aquelas cores.
Aí você fala: "Mas eu pinto muito mal." A questão não é pintar mal ou bem; a questão é pintar, fazer um movimento artesanal, alguma coisa. Nós vamos sempre aperfeiçoando. Quantas pessoas não começam a pintar e falam: "Nossa, isso é muito prazeroso e eu estou melhorando"? Leia bastante, procure assistir a coisas saudáveis, faça caminhada, faça alguma atividade, natação, qualquer coisa.
E aí você vai saindo do processo depressivo porque vai movimentando as suas energias. Essas energias aumentam a atividade dos chacras, porque eles têm que captar mais energia, exteriorizar mais energia, e você entra num processo de mais liberdade energética. Assédio espiritual gosta de gente parada, de água parada. Quando você se movimenta, o assédio não consegue sintonizar todas as frequências com que você está trabalhando. Por isso digo: faça pintura, natação. Assim, você está mexendo com a energia dos vários chacras que tem, que são frequências diferentes. O assédio quer aquela pessoa que só trabalha em uma frequência. Então, a pessoa fica ali só fazendo aquela coisinha de sempre, repetitiva, que conduz à prisão. E essa prisão é exatamente a depressão.
Quanto à pergunta sobre ter depressão pelo resto da vida, ninguém precisa ter nenhuma doença pelo resto da vida. A depressão é uma patologia, uma dificuldade emocional, e essas dificuldades podem ser resolvidas, sim. Depende da sua depressão, por exemplo, se é uma depressão reativa, leve, moderada ou severa.
Se for uma depressão leve, você vai poder dar conta disso, até porque às vezes passa sozinha. De repente, você tem um luto e entra num processo depressivo. Depois, vai elaborando isso através da vida, da continuidade dos seus afazeres, da relação com as pessoas, do entendimento de tudo isso. Como resultado, sai da depressão; aquilo fica no passado, fica resolvido. Isso é uma depressão reativa, que quase se resolve por si.
É óbvio que a gente pode também transformar uma depressão leve numa depressão crônica. Tem pessoas que, quando perdem um parente, colocam fotos dele por toda a casa, no carro e carregam fotos no bolso. Só falam do falecido e não querem aceitar a morte de jeito nenhum. Então, esse luto vira um luto patológico. A pessoa não quer entrar em contato com a realidade da morte, e aí não tem jeito. Ela pode transformar uma depressão que poderia ser leve numa depressão mais complicada.
Mas a gente pode, sim, resolver as nossas depressões. Nós temos que buscar ajuda. As mulheres buscam mais ajuda para a depressão do que os homens. Existem algumas estatísticas, e me parece que, para cada quatro mulheres que buscam auxílio, um homem busca. Só um homem busca. Só um homem busca. O homem fica todo acanhado, achando: "Não, isso aí se resolve, eu vou dar conta disso." Não é assim, não. Se você não cuidar da sua depressão, ela vai virando uma coisa mais complicada.
Dentro da gente, dos nossos processos inconscientes, a depressão vai criando raízes, e você não vai percebendo. Cada fato novo que não for tão positivo na sua vida pode se acrescentar ao processo depressivo. Então, é bom que tenhamos cuidado com a nossa saúde física e emocional. Isso é muito importante.
Nós temos que cuidar desse corpo. Ele é uma ferramenta que temos para produzir crescimento e evolução aqui na Terra. Na medida do possível, obviamente, temos que cuidar do corpo. A ferramenta foi dada pela consciência universal: "Olha, trabalha aí embaixo, se vira, evolui. E cuida dele." Cuida dele, vai se tornar uma consciência livre, sem conflitos, sem problemas, sem raivas, com muito amor no coração, para que você possa realmente construir coisas não só para você, mas para todos aqueles que estão à sua volta.
Se alguém fala da depressão: "Olha, não tem cura", eu penso assim, Fátima: se alguma coisa não tiver cura neste planeta, não vale a pena a gente continuar. Tudo tem jeito. É uma questão de saber, de conhecer. Há coisas na história da humanidade para as quais, há dois séculos, ninguém sabia o que fazer, e a pessoa morria. Um vírus de gripe, por exemplo: hoje você toma um comprimido e está resolvido. Então, tudo tem jeito.
É uma questão de a gente saber mais, ter mais conhecimento, buscar alternativas e fazer a vida da gente cada vez melhor, sem achar que o outro é culpado, sem achar que a vida é culpada, sem achar que Deus é culpado. A culpa da nossa infelicidade é de nós mesmos. Somos herdeiros de nós mesmos. Pense nisso. Então, mãos à obra: arregace a manga da camisa e vamos trabalhar para sermos muito felizes.
Faça como Francisco de Assis. Aliás, Francisco de Assis não tinha nem manga para arregaçar, por causa daquelas roupas antigas. Mas ele arregaçava mesmo a mão e trabalhava muito, não queria saber de nada: "Vou trabalhar, vou construir." É bom falar de depressão sem depressão. Sem depressão. Francisco morava com os pais e, ao que me parece, num momento em que não estava fazendo o que o pai queria, o pai pegou e falou: "Olha, vai embora." Naquela época, as coisas eram muito rígidas.
Então, Francisco foi parar nas ruínas do Mosteiro de São Damião. Estava tudo estragado e, no mosteiro, só tinha um crucifixo. A história conta que o Cristo do crucifixo falou com ele: "Você está servindo, quer servir ao Senhor ou ao servo?" O servo seríamos nós aqui na Terra, e o Senhor, Deus. Mas eu fui pesquisar e descobri uma coisa: na verdade, quando Francisco estava lá dentro, ouviu alguém falar: "Reconstrua São Damião." Foi exatamente isso que ele ouviu. Não ouviu nada diferente disso. Ele falou: "Tudo bem, já tenho um sentido para a minha vida: reconstruir São Damião." E começou a colocar pedra sobre pedra, e o Mosteiro de São Damião foi construído.
As pessoas que estão construindo São Damião, no sítio São Damião, em Morungaba, na região de Amparo, estão muito felizes, porque é uma construção espiritual, não só para nós, mas para todas aquelas pessoas que moram na região. São Damião tem a função de ajudar as pessoas da região: através da ajuda voluntária de médicos, dentistas, psicólogos e professores de educação física, vamos orientar as crianças e ajudar as pessoas na medida do possível. Veja que a ideia ultrapassa o limite daquilo que queremos para nós e vai até as outras pessoas.
Uma ouvinte conta: "Meu marido sofre de depressão já faz tempo. Insisto para ele se tratar, mas ele teima em dizer que vai melhorar. Depois de um tempo, ele realmente fica bom, mas já faz uns cinco meses que entrou numa crise e só está piorando. Ele não fica prostrado na cama sem fazer nada: vai trabalhar todos os dias, mas não consegue dormir. Quando chega em casa, só tem energia para deitar no sofá com o olhar distante. Chora à toa, sem motivo, e parou de comer. Já emagreceu uns dez quilos. Ele não quer ir ao médico de jeito nenhum. O que posso fazer para ajudar? Por favor, me dê uma orientação."
Isso é complicado. Os homens são muito resistentes a essa coisa de depressão. O homem fala: "Não, isso eu resolvo, isso é só uma chateação passageira, eu estou nervoso, estou com problema no trabalho", e acaba não tomando uma atitude nem percebendo que isso é uma coisa séria. A ouvinte falou que ele está piorando. Existem inúmeros fatores emocionais: a relação familiar, a relação entre homem e mulher, a relação com os filhos, com o trabalho e a insatisfação pessoal com a vida. Imagine: às vezes, a pessoa não consegue realizar os projetos que teve quando criança ou adolescente e vai vendo o tempo passar. Então fala: "Puxa vida, eu não vou conseguir fazer tudo aquilo que queria."
Eu penso que seria bom você conversar com ele de forma séria e falar: "Olha, é o seguinte: é melhor você tomar uma atitude." Outra coisa que pode fazer é convidá-lo para assistir a palestras que possam esclarecer um pouco, dar uma noção sobre isso. Às vezes, a pessoa assiste a uma palestra e fala: "Nossa, eu não sabia que era desse jeito." Acende uma luz. Quando um familiar fala, não tem peso nenhum, mas, quando você ouve uma pessoa de fora falar, é diferente. Talvez seja um caminho que você possa seguir.
Outra possibilidade é levá-lo para assistir a palestras. Há vários espaços e comunicadores que falam sobre coisas muito interessantes, que têm a ver com uma revisão da vida, com um trabalho de automelhora. Busque opções e vá oferecendo a ele. Não tente forçá-lo a ir: "Você tem que ir." Não é assim. Convide, fale: "Vamos lá, eu estou indo, estou gostando." Conte da sua satisfação para ele; talvez se motive a ir. A gente tem a mania de falar: "Você tem que ir, eu estou te convidando e você não vai."
Então, você fica brigando com a pessoa, e ela fica revoltada. É assim: "Olha, estou indo a um lugar muito gostoso, tenho aprendido muita coisa. Vamos lá comigo, me faça companhia. Eu gostaria tanto que você fosse comigo para me fazer companhia. Eu sinto sua falta." É diferente, é diferente. Aí ele vai, ouve a palestra e, de repente, consegue entender melhor esse processo.
Uma ouvinte pergunta: "Tenho um filho de vinte e dois anos que tem muita dificuldade de levantar de manhã. Se deixar, ele passa o dia na cama. Sempre perde compromissos. Teve que mudar a faculdade para a noite, porque nunca ia às aulas. É uma luta todos os dias para esse menino sair da cama. O pai briga com ele, mas não adianta. Será que isso acontece porque ele tem depressão? Como posso abordar esse assunto com meu filho para ajudá-lo?"
Um rapaz de vinte e dois anos está tendo dificuldade de entrar em contato com a realidade; ele não levanta para sair para a vida. Você tem que ver o que acontece na sua relação com seu marido, como esse rapaz foi criado, como se constituiu nessa família. Peça ajuda. Peça ajuda a um profissional. Leve isso para um psicólogo, um psicanalista, um psiquiatra, alguém que possa ouvir você detalhadamente e entender melhor o que está acontecendo. E ouvir o rapaz também, porque ele é a parte que interessa. Aí, talvez você consiga uma ajuda.
Questões levantadas pelo material
- A depressão tem cura?
- Quais hábitos podem piorar a depressão?
- Como movimentar as energias ajuda a sair da depressão?
- Como o luto pode levar à depressão crônica?
- Como ajudar alguém com depressão que não quer se tratar?
Palavras-chave
Como citar
ESAGÜI, Moisés. Depressão. Amparo: Centro de Estudos da Consciência, 8 abr. 2020. 1 podcast (18 min 38 s). Disponível em: https://centrodeestudos.org/acervo/depressao-2/. Acesso em: 6 nov. 2026.





